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Transferência de problemas familiares para a escola preocupa Secretária de Educação

25/06/2013

Secretária Municipal de Educação, Silvana Elias, adverte quanto à transferência de problemas da família para as escolas, o que caracteriza uma tentativa de envolver a comunidade escolar (diretores e professores) e até mesmo comprometer a estrutura de ensino municipal. Ela se diz preocupada com essas atitudes, uma vez que a escola precisa voltar à condição, exclusiva, de educar. Silvana promete agir com rigor, sobretudo levando-se em conta um caso, ocorrido nos últimos dias em que a mãe responsabiliza o Cemei- Maracanã por suposto abuso sexual de uma criança de três anos.

A mãe chamou a Polícia Militar, no dia 17, segunda-feira, para lavrar o Registro de Defesa Social (Reds), informando que ao buscar a filha na escola a encontrou chorando. Ao procurar saber a razão, segundo ela, a criança disse que “um homem havia passado as mãos em suas partes intimas”. A seguir a mãe levou a filha ao Pronto Socorro Infantil do Hospital de Clínicas da UFTM, onde foi constatado em exames clínicos que não havia qualquer sinal de violência física contra a menor. Segundo a secretária, o casal (pais da criança) perdeu a guarda para os avós paternos, que, também citados no Reds, declararam que “a mãe tenta de todas as formas tomar de volta a filha das mãos do pai”.

Segundo ainda o documento da Polícia Militar, a mãe disse que a menina de três anos havia sido molestada durante uma saída em ônibus escolar para que, junto com demais alunos do Cemei, assistissem a apresentação da Turma da Mônica, no Teatro Vera Cruz, espetáculo patrocinado pela Fundação Cultural. A direção da escola diz que as crianças foram para a apresentação do espetáculo acompanhadas de três professoras e da própria diretora e que não houve contato com outros adultos nem no ônibus durante o translado e muito menos no interior do teatro.

A secretaria de educação encaminhou o caso para o Conselho Tutelar e para o Ministério Público. Segundo a secretária Silvana Elias, caso seja comprovado que não houve o fato narrado pela mãe, serão tomadas as medidas cabíveis no âmbito jurídico. Segundo ela, esse tipo de atitude das famílias tem preocupado a partir do momento em que se percebe uma confusão, onde as famílias tentam a todo custo envolver as instituições de ensino em problemas com o casal, irmãos, parentes próximos e até mesmo vizinhos. Ela ainda relata um caso ocorrido este ano, quando a criança que reclamava de dores e  a escola estava sob acusação de maus tratos e até estupro, foi constatado no exame médico que ela estava com forte infecção urinária.