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Aeroportuários votam pela manutenção de greve

01/08/2013

Maria das Graças Salvador

Os servidores da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) de Uberaba fizeram mobilização, ontem, no Aeroporto Mario de Almeida Franco, em um protesto contra o reajuste salarial oferecido pela empresa e a perda de benefícios.

De acordo com o delegado sindical Daniel Auaide, a categoria decidiu manter a greve por tempo indeterminado, por 31 votos a zero. 

Entre as reivindicações da categoria estão o reajuste salarial em 16% - a empresa oferece 6,49% para a categoria e os diretores receberam 26% -; manutenção do plano de saúde, pois a Infraero teria indicado que diminuiria a sua extensão; aumento na Participação nos Lucros e Resultado (PLR), que hoje é de R$ 300 a R$ 500, enquanto os diretores recebem cerca de R$ 30 mil de PLR; e um Plano de Carreira e Cargos (PCCS) que tenha tratamento isonômico (igualitário) para os profissionais técnicos.

“A empresa privatizou os três aeroportos que tinham as maiores receitas, de Brasília, Guarulhos e Campinas, que eram responsáveis por 40% da receita. Sem esta receita o caixa da empresa fica negativo e agora dizem que existe excesso de pessoal e que tem de reduzir os custos, como o Plano de Manutenção de Assistência Médica”, informa o delegado sindical.

Ele lembra que o próprio presidente da Infraero alertou sobre o risco da privatização dos aeroportos. “A privatização do Galeão e de Confins deverá abrir um rombo nos cofres da Infraero. O alerta foi do presidente da empresa, Gustavo do Vale, que definiu um arsenal de medidas para contornar os efeitos da perda de receitas provenientes dos dois aeroportos. Contratos com prestadores de serviços vão ser renegociados e um programa de demissões voluntárias tem a previsão de alcançar até 2,9 mil empregados. Já no primeiro quadrimestre de 2013, com três aeroportos - Guarulhos, Viracopos e Brasília - concedidos, o lucro caiu para R$ 65 milhões. O presidente chama atenção para o número realmente impressionante: sem Galeão e Confins, o resultado teria se revertido em um prejuízo de R$ 60 milhões”, observa Auaide.

Segundo ele, os usuários ainda não sentiram diferença na prestação do serviço porque algumas áreas são terceirizadas. Mas lembra que a própria empresa aérea sentiu, porque os aeroportuários não estavam na pista para sinalizar, não estavam fazendo os planos de voo, que são feitos por telefone.