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Uberaba sedia lançamento do livro “História Ilustrada da Inseminação Artificial”

25/09/2013

Durante a edição 2013 da Expoinel será lançamento o livro “História Ilustrada da Inseminação Artificial”. A publicação, que conta a trajetória da técnica ao redor do mundo, foi escrita pelo médico veterinário Neimar Correa Severo, membro da diretoria da Associação Brasileira de Inseminação Artificial e gerente Operacional da Central Bela Vista. Amanhã, das 9h às 11h, o autor estará no Museu do Zebu para um bate-papo com o público em geral. A entrada é franca.

Severo conta que, ao pesquisar sobre inseminação artificial (IA) para um artigo de revista, encontrou poucas informações, de forma fragmentada. “Por curiosidade fui buscar mais dados sobre a inseminação em outros países e aconteceu a mesma coisa, com exceção da história da técnica nos Estados Unidos e Canadá, onde existem alguns livros sobre o tema. Ali estava um bom assunto para um livro, escrever sobre o desenvolvimento da história da inseminação artificial no mundo. Algo inédito”, relata.

Nesta pesquisa, que incluiu a aquisição de fotos e textos antigos em outros idiomas, Neimar destaca que havia registros cronológicos da IA em alguns países como na Rússia, Inglaterra e Dinamarca. “O mais complicado foi encontrar fotos antigas. Felizmente contei com a ajuda de muitos colaboradores que enviaram fotos antigas de personalidades e eventos importantes. Algumas publicações antigas também tinham boas fotos que ajudaram ilustrar o livro”, comenta o autor.

O público-alvo dessa obra é composto de técnicos ligados à inseminação artificial, criadores que utilizam a técnica, profissionais e estudantes das ciências agrárias. Como fonte de pesquisas o livro pode ajudar a encontrar boas informações sobre a inseminação artificial, bem como sobre a biografia dos principais pioneiros da reprodução animal no mundo.

“O livro também vai aguçar a curiosidade de pecuaristas que ainda não utilizam a inseminação em seus rebanhos. A inseminação democratizou o uso de reprodutores melhoradores em todos os recantos do mundo, permitindo que um mesmo animal geneticamente provado possa ser utilizado desde as Américas até na Oceania, com grande sucesso”, declara Neimar.

“Apesar disso, o Brasil é um país que insemina muito pouco em relação a outros países. Atingimos em torno de 10% do rebanho bovino apto ao acasalamento, muito menos nos rebanhos ovinos e caprinos, sem falar nos equinos onde a IA ainda é incipiente. Nas aves, em especial nos perus, a inseminação artificial já é utilizada em grande escala, um exemplo para a pecuária”, completa.

“A inseminação artificial permitiu ao ser humano equilibrar suas necessidades de alimentos com a sustentabilidade do planeta, fato hoje que demanda uma atenção cada vez maior dos diferentes grupos que compõem e lideram a sociedade. Ao ler a obra do Dr. Neimar, descobrimos o quão valioso foi o trabalho destes pioneiros que gradativamente ao longo dos séculos foram desenvolvendo e implementando o conjunto de técnicas e conhecimentos para atingirmos hoje índices crescentes de matrizes inseminadas nas diferentes espécies animais”, afirma Lino Rodrigues Filho, presidente da ASBIA.