Luiz Hozumi - Cultura

A CURA DO AMOR

Quando a faca fere o bucho o sangue que escorre, contaminado de ódio e violência, é verde e amarelo. Transmitido em rede nacional, espalhando o vírus que o assola e dissemina a ferida deixada pelo fanatismo. Quando a faca fere pelas costas, doze vezes, o sangue que escorre é só vermelho, mesmo escancarando igual ferida fanática. A vida não passa de um excesso, sem controle e sem rumo, de notícias falsas que compartilhamos nas redes sociais. De palavras soltas e levianas tão afiadas quanto qualquer arma deixando rastros de cicatrizes, de medo e de morte. A cultura da dualidade apenas reforça o todos contra todos, mas não existem lados, apenas reflexos. Ainda assim, estamos cegos e surdos para o mal que fazemos a nós mesmos. Não enxergamos o outro, não ouvimos ninguém, a não ser a voz que gritamos empunhando o egoísmo nas mãos. Quando a palavra fere a alma não podemos esquecer que o sangue que ainda não foi derramado pode ser o meu, ou o seu, quem sabe assim nos lembremos de que vermelho também pode ser a cor do amor. Ao invés de ferir, vamos curar?

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