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A mãe Lava Jato, isto sim, esta operação fez, seu desdobramento, é o que está por vir

Estimados leitores deste nobre veículo, esta semana estamos recheados de coisas a dizer. Podemos começar com as questões que envolvem a Lava Jato, aliás, esta operação, fez história em nossas vidas, porque, nunca na existência desta república, pudemos confirmar tantas prisões de pessoas que estavam em cargos de presidente, governador e deputados.
A Lava Jato, tirou debaixo do tapete e expôs de forma absoluta e clara, o quão tínhamos de corrupção na vida pública. Por menos que gostamos, estamos sim com um país em plena recuperação, pois, tivemos queda de presidente, e um processo eleitoral sem precedentes.
Neste momento a Lava Jato, é questionada, é motivo de reclamação por esta operação ter causado o que causou, objetivamente, a operação não é o problema. Todavia, o que esta operação identificou e materializou de forma legal em sua aplicação dentro da lei, é sim, motivo de orgulho a todos nós. Aproveitando o ensejo, porque não realizarmos uma operação de vasculha no STF, pois, são tantas as suspeitas pelas condutas dos que lá estão, que isto afeta a soberania de funcionamento do órgão. Por mais curioso, quem não deve não tema, portanto, por quais razões o medo de busca, o receio de descobertas? Poderia o STF, que é o órgão máximo do judiciário, ser superior a própria lei? É sim, fundamental que da mesma forma que o executivo, e o legislativo, foram investigados de maneira apropriada, chegou a hora do judiciário. Como cidadãos que somos, queremos passar o Brasil a limpo, doa a quem doer, reclame quem quiser, pois, o choro é livre; mas, não teria coerência, manter o privilégio de um dos poderes sobre os demais. Isto por si, já demonstra uma falha a qual não podemos entender como natural. Ato contínuo, nesta semana, notamos que um apresentador e humorista, foi julgado. Não estamos aqui em momento algum para julgar o mérito da decisão, mas, se haver jurisprudência mantida que estas condições penais neste formato venha a ser mantida, corremos um risco muito grande de não podermos mais falar o que queremos, aliás, um direito previsto na Constituição, com direito a todo o cidadão.
A partir do momento, que não tenhamos nenhuma vantagem a nenhum dos três poderes em detrimento aos demais, poderemos inclusive entender tais sinalizações de poder. Fica uma pergunta, se podemos exercer a cobrança sobre dois poderes, porque não sobre o judiciário, no caso o STF? E olha que os que lá estão, os que usam a famosa Toga, não foram eleitos, não foram submetidos a processo de seleção, e sim, indicados. Curiosamente, por mesmas pessoas que hoje se encontram presas, salvo as exceções. Mediante isto, digamos um sim gigante ao direito de investigação a qualquer dos poderes, de forma apropriada, seguindo o rito, mostrando a toda a sociedade que não temos diferentes tratamentos em um estado democrático de direito. Viva a República. Uma semana abençoada a nós.

Julio Franco – Analista financeiro e político, professor universitário, escritor e MBA em gestão empresarial

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