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“Aécio e Anastasia enrolaram o povo mineiro” diz deputado eleito

Eleito para seu quinto mandato consecutivo como deputado federal – com 194.332 votos – o petista Reginaldo Lopes ainda lamenta a derrota de Fernando Pimentel no primeiro turno das eleições para governador. Para ele, a equipe do PT cometeu erros desde o início da gestão, o que comprometeu a reeleição. Por outro lado, o coordenador-geral da campanha de Fernando Haddad se mostra otimista para a eleição do petista como o futuro presidente do Brasil, apesar dos números desfavoráveis do momento.
Durante entrevista exclusiva ao JORNAL DE UBERABA, ele atribuiu sua quantidade expressiva de votos (foi o segundo mais votado em todo o estado, ficando atrás de Marcelo Álvaro Antônio/PSL, que teve 230 mil votos) à generosidade do povo mineiro que, segundo ele, reconheceu o trabalho desenvolvido durante os quatro mandatos anteriores. “Não é fácil chegar ao quinto mandato consecutivo, mas nessa longa caminhada eu sempre tive um conceito sobre o exercício parlamentar de que é preciso ter um olhar na aldeia e um no país. Sempre tive muita disposição em atender as demandas locais e regionais, tenho um mandato muito resolutivo. Mas, por outro lado, sempre pensei nas grandes causas, as quais sempre proponho dentro do processo eleitoral e desenvolvo durante as gestões”, explica, salientando que, no início, em 2003, quando se elegeu pela primeira vez, o foco eram as políticas específicas para a juventude, período no qual ele conseguiu trabalhar pela criação do Estatuto de Juventude e mudar a Constituição para que o jovem passasse a ser considerado como um sujeito de direitos. “Nosso maior patrimônio são esses jovens. Mas, infelizmente, nos últimos anos, grande parte está sem emprego e estudo. E isso é um crime contra o futuro do Brasil”, completa.
Nos outros mandatos, Lopes destacou sua luta por uma nova legislação a respeito das drogas, compromisso de debater a Reforma do Ensino Médio, “compreendendo que o mesmo precisa ser organizado por áreas de conhecimento combinadas à formação tecnológica”. Já no quarto mandato, ele destaca o principal tema dessas eleições, que diz respeito ao modelo de segurança pública no país. “Sou autor de oito emendas que visam refazer esse modelo falido. A bancada de segurança pública na Câmara nunca defendeu esse tema. É só discurso furado. Estão preocupados apenas com a questão corporativista e não com o modelo de gestão. As bancadas fizeram pactos de mediocridade, no qual o brasileiro gasta mais de R$ 300 bilhões com segurança e o problema não é resolvido. Então, o problema não é dinheiro”, diz.

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