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Amor aos pedaços

Achei criativa, mensagem lida há dias, quando se comemorava o dia de Santo Antonio, o casamenteiro. Associam os namorados, ao santo milagroso chegando-se ao casamento. Pessoas desprovidas da cara metade, desabafavam: “gente, qual o problema de não ter namorado? Não passo o dia do índio com um índio; nem o dia da árvore com uma árvore; também, não passo o dia do folclore com um saci e muito menos o dia de finados com um defunto…”
E olhem, que na atual conjuntura, há pessoas andando a sós, há longo tempo. Você vai em salão de baile e só vê mulheres conversando…com mulheres. Elas pululam em grande quantidade pelos bailes da vida! Há muito se comentava que para sete mulheres, há um só homem. Seria minoria assustadora, afinal quem não gostaria de ter ao lado um “carinha” decente, bom de papo, cavalheiro… Percebe-se que, quanto mais seja o país “uma criança” como o é o nosso, os preconceitos passam rasteiras. Ainda os mais “maduros” procuram “frutos verdes”, enquanto as “maduras” evitam tenros brotos. Tanto que em carnavais passados, um cantor bonitão entoava:” ai, ai, brotinho! Não cresça, meu brotinho e nem murche como a flor….Como é grande o cipoal…tanta galharia seca tá pegando fogo neste carnaval”
Reflitamos: Se na criação do mundo Adão e Eva tiveram varões e a história faz mais alusão ao sexo chamado – forte- conclui-se a mortandade desses guerreiros através dos tempos. As viúvas guardavam luto em respeito a eles e não se casavam. Tempos mais chegantes, o “filho homem” era erguido pelo pai, que se alegrava por ter um filho a perpetuar a dinastia. E mais atualmente, ainda se vê a cara de felicidade, se o primogênito for homem.
Há outro ponto a encarar nos dias atuais. Embora sejam as mulheres providas de mais sentimentos, souberam paulatinamente alcançar espaços relegando aos homens, o orgulho de se acharem superiores. Eles têm receio de se considerarem fracos. Conclui-se, que a mulher, mesmo na docilidade sabendo conquistar, prefere sua independência.
Desse amor aos pedaços saboreados de quando em vez, porque o muito doce provoca diabetes, ela vai se impondo nas rodas da vida.
Vai o coração, esse órgão com suas avenidas e ruelas esbanjando emoções provocando venturas e aventuras em sopros de vida!
No embate, ambos se batem, se debatem e se empatam. Porque, mais transparentes. Mesmo caindo aos pedaços, revelam a fortaleza e toda a química provocando efeitos colaterais. Agem como remédios da alma, a razão e o perdão. E o tempo vai jogando poeira pelos caminhos, que a experiência acomoda através dos planos de saúde das ilusões, dos sonhos…

Arahilda Gomes Alves – Cadeira 33 ALTM; membro Academia Poetas Portugueses e Academia Letras e Artes Portugal; cônsul Poetas Del Mundo; Academia Internacional do Brasil; diretora cofundadora Fórum Articulistas de Uberaba e Região. Partícipe Rede Sem Fronteiras; sócia Poemas à Flor da Pele. Escreve crônicas no JU desde 1993.

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