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Anastasia planeja ‘cortar no osso’ para minar crise em Minas Gerais

O senador Antonio Anastasia, candidato dos tucanos ao governo de Minas Gerais no pleito eleitoral deste ano, declarou na sexta-feira (10) que vai ser preciso “cortar no osso” para mudar a situação econômica do Estado. O concorrente ao Executivo mineiro classificou a situação dos cofres da administração estadual como “catastrófica” e disse que, se eleito, em um primeiro momento vai ser preciso cortar todas as “despesas desnecessárias” da atual gestão.
De acordo com o postulante do PSDB ao Palácio da Liberdade, a crise econômica do Estado se desdobra em duas dimensões: a privada e a pública, sendo que, na avaliação dele, hoje as duas estão ruins. Para melhorar o Tesouro, o ex-governador afirma que é necessária uma redução drástica do tamanho da máquina administrativa. “Precisamos da diminuição de secretarias como nunca se viu na história do Estado, de uma redução brutal dos cargos em comissão, diminuição de todo o tipo de vantagem, privilégio, gasto desnecessário que por ventura exista. Vamos cortar, como se diz, no osso”, declarou.
Anastasia ponderou, contudo, que somente a austeridade não vai mudar o quadro econômico do Estado. De acordo com ele, é preciso identificar formas de alavancar recursos por meio do patrimônio da administração estadual. “Não vendendo, mas sim utilizando-o como garantia ou para alavancar a obtenção de novos recursos, sobretudo para atrair empresas e criar um ambiente favorável aos negócios”.
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), os deputados do PSDB se posicionaram contrários neste ano, por exemplo, à venda de 49% das ações da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig).
O tucano explica que esse tipo de ação proposta com o patrimônio afeta diretamente a questão privada. Para essa área, ele entende que, se eleito, inicialmente vai precisar fazer uma redução brutal do ônus administrativo das empresas e das pessoas, com a simplificação de exigências e entraves na hora de empreender. O senador pontuou que isso vai possibilitar o aumento da produção e, consequentemente, o crescimento da massa tributária, o que vai melhorar a perfomance econômica do governo.
“Quando o Estado voltar a crescer e colocar as contas em dia terá credibilidade para procurar novas fontes alternativas de recursos, inclusive mediante PPPs e, sobretudo, vai poder estimular setores privados mais relevantes, especialmente na área da inovação e do conhecimento, como a energia solar. Vamos ainda atuar com a criatividade, buscando novas formas de atuação do poder público e também de austeridade na redução do tamanho do Estado, com respeito a cada real gasto”, ressaltou Anastasia.
Rombo – Anastasia disse na quinta-feira (9) que, por conta da falta de transparência do governo Pimentel, não é possível saber o tamanho do rombo nem estimar um tempo para mudar a situação.

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