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Lawrence Borges

POSICIONAMENTO MOSAIC
No último dia 23, esta coluna abriu espaço para que o Sindicato dos Químicos e Farmacêuticos de Uberaba e Região (Stiquifar) publicasse uma nota de repúdio direcionada a empresa Mosaic sobre o tema “Assédio Moral”. Ontem, também por meio de nota, a empresa se posicionou e, agora, publico a nota: “A Mosaic preza pela transparência e respeito aos seus funcionários, repudia qualquer forma de assédio no ambiente de trabalho e reforça que possui canais específicos para denúncia anônima de irregularidades disponíveis em seu website www.mosaicco.com.br. Qualquer situação que agrida a boa conduta em sociedade apontada por um funcionário, uma entidade ou uma pessoa que tenha atividades na empresa é prontamente analisado com atenção e cautela para preservar os seres humanos envolvidos”.

FIGURANTES
Leitores reclamam, muitas vezes com razão, do fato de alguns vereadores serem apenas figurantes na Câmara Municipal. Enquanto colegas apresentam e discutem propostas, alguns dos vereadores só vão ao prédio do Legislativo para registrar presença e aparecer nas fotos. Nem mesmo em discussões importantes como o projeto que visa regularizar o Uber na cidade, na pauta da semana passada, eles emitem opiniões. Se o vereador é a voz do eleitor na CMU, alguns eleitores não estão sendo ouvidos, pois não têm voz representativa.

DESNECESSÁRIO
Declarações como a do deputado Eduardo Bolsonaro, o qual afirmou, entre outras coisas, que para fechar o STF bastariam um soldado e um cabo, são totalmente desnecessárias, além de desrespeitosas. Eduardo foi o deputado mais votado do país, o que significa dizer que muitos desses eleitores concordam em número, gênero e grau com as opiniões dele. Foi um infeliz e não foi a primeira vez. Desrespeitar as instituições que fazem parte da democracia não é algo que se espere de um deputado, um agente eleito democraticamente.

REGINALDO LOPES
No último domingo, o deputado federal reeleito para seu quinto mandato, Reginaldo Lopes (PT), coordenador-geral da campanha de Fernando Haddad, esteve em Uberaba para traçar estratégias com lideranças locais. Em entrevista exclusiva concedida ao JORNAL DE UBERABA, Lopes lamentou o fato de o governador Fernando Pimentel não ter conseguido ir ao segundo turno e tentar a reeleição. Mas, por outro lado, reconheceu que o PT errou, sobretudo no início do mandato, quando não dialogou mais com a população e outras lideranças a respeito da real situação do estado. Segundo ele, o petista pegou o estado mineiro quebrado e com um déficit bilionário herdado dos governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia. Faltou, segundo Lopes, mostrar ao povo mineiro que não foi ele quem criou o problema que aí está.

SPOILER
Durante a entrevista, veiculada na página 4 desta quinta-feira, Reginaldo Lopes acusa Aécio e Anastasia de “enrolarem” o povo mineiro.

HADDAD
Ele também diz que acredita na eleição de Fernando Haddad, apesar de os números recentes de pesquisas mostrarem uma situação adversa. Para ele, Bolsonaro é “muito despreparado e tem um vice que é golpista nato, sem nenhum apreço pela democracia”.

ELEITORES DO BOLSONARO
Em tom conciliador, Lopes também disse que não acredita que os eleitores que se declaram seu voto à Bolsonaro pensem como o candidato. “O eleitor do Bolsonaro não tem nada a ver com ele. Mas, é uma pessoa que está buscando alternativa. Por estar angustiada, apreensiva, parte dessas pessoas o enxergam como se fosse o salvador da pátria”, afirmou deputado, para quem, Haddad é mais preparado e conciliador, pontos extremamente importantes nessa nova fase em que o país entrará a partir da próxima legislatura.

COBRANÇA
Eleitores do bairro Valim de Melo cobram para que a Prefeitura também coloque no cronograma as avenidas da região dentro do programa de recapeamento que está ocorrendo em alguns pontos da cidade.

DECISÃO DO TSE
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, reiterou, em decisão publicada na noite da última segunda-feira, que a presidência do PHS nacional deve continuar com Eduardo Machado. A disputa interna no partido durou quase um ano, com o deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG) tentando tomar o poder da legenda em uma batalha judicial.

SEM VALIDADE
Na decisão, Weber considerou que o mandado de segurança que chegou a colocar Aro na presidência do PHS, no lugar de Machado, não tinha sem validade. A ministra, então, decidiu anular uma determinação do ex-presidente do TSE Gilmar Mendes, deferida em janeiro, para que Machado fosse confirmado, de vez, como presidente do diretório nacional.

DEMOROU
Para machado, “A justiça foi feita. Foi uma pena que tenha demorado tanto”. Segundo ele, nesses dez meses até conseguir retornar, houve uma destruição no partido, principalmente pelo dinheiro que desapareceu na gestão Marcelo Aro. Segundo ele, também houve perda na construção política, já que o partido não conseguiu atingir a cláusula de desempenho. “Agora é recomeçar tudo”, disse Machado.

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