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Bolsonaro e Trump têm muito em comum para conversar

O Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, disse em entrevista exclusiva à GloboNews que acredita que Bolsonaro e Trump ‘vão se dar muito bem’ e ‘que eles têm muito em comum para conversar’.
Os presidentes de Brasil e Estados Unidos se reúnem em Washington na terça-feira (19), no primeiro encontro de caráter bilateral realizado pelo brasileiro no exterior.
Bolsonaro deve embarcar para os Estados Unidos hoje acompanhado de uma comitiva formada por 6 ministros, entre eles o da Justiça, Sérgio Moro, o da Economia, Paulo Guedes e o de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
Eles ficarão hospedados na Blair House, a casa oferecida aos visitantes que o presidente americano considera mais importantes, e que integra o Complexo da Casa Branca.
Uma das prioridades do encontro será a situação na Venezuela, de acordo com o assessor de Trump. Bolton elogiou a atuação do Brasil na tentativa de levar ajuda humanitária ao país vizinho. “O Brasil carrega um fardo substancial por algum tempo por causa do fluxo de refugiados que saem da Venezuela. Colômbia e o Brasil são os países do hemisfério que têm as duas maiores populações de refugiados. Então, nós achamos que o Brasil fez um excelente trabalho algumas semanas atrás nos esforços para levar ajuda humanitária para a Venezuela. É realmente ultrajante que o regime de Maduro tenha tentado bloquear isso. Gostaríamos de encontrar formas de aliviar o sofrimento do povo venezuelano. Eu acho que a melhor maneira seria a transferência de poder para o Juan Guaidó [autoproclamado presidente interino]. Vamos trabalhar para encontrar um governo democrático para o país e aproveitando os recursos naturais extraordinários em todas essas áreas. O Brasil, a Colômbia, a Argentina… os países líderes nesse hemisfério podem trabalhar muito juntos”.

Comércio bilateral – Depois da crítica do presidente Donald Trump ao protecionismo e tarifas impostas pelo Brasil aos EUA, a relação comercial também vai estar na pauta. Bolton sugeriu que há oportunidade de mais espaço para discutir um acordo na área. “Todos esses são assuntos que nós devemos conversar. Eu acho que nos governos anteriores havia um tipo de impasse, não havia muito progresso. Eu acredito que o Brasil, obviamente, tem que observar seus próprios interesses nessas conversas comerciais. O presidente [Trump] não espera nada além disso, mas com as economias que ambos temos e o nosso desejo de fortalecer os laços no hemisfério [ocidental], há muitas possibilidades, como acordos bilaterais desse tipo ou formas de que possamos dar passos para aumentar o comércio bilateral estão nas conversas”.

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