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Bolsonaro mantém silêncio sobre Moro, mas condecora ministro em evento militar

Presidente Jair Bolsonaro em cerimônia na qual condecorou o ministro Sergio Moro

O presidente Jair Bolsonaro já defendeu o jogador Neymar Jr. de uma acusação de estupro, mesmo antes da conclusão das investigações. Lamentou a morte do músico MC Reaça, cantor que chamava feministas de cadelas e que se suicidou após espancar a própria amante, que ele achava que estava grávida. Mas decidiu que, por enquanto, não se manifestará pessoalmente sobre as suspeitas que pesam contra o seu superministro da Justiça, Sérgio Moro, de ter supostamente usado de sua posição de magistrado para interferir na operação Lava Jato junto a procuradores.
Bolsonaro se calou nas 24 horas seguintes ao site The Intercept Brasil noticiar que o ex-magistrado da Lava Jato orientou a ação do Ministério Público e cobrou novas fases da operação. Na manhã de ontem, o presidente se reuniu com Moro no Palácio da Alvorada para tratar dos vazamentos. Em seguida, Bolsonaro o condecorou, juntamente com outros membros do Governo, com a Ordem do Mérito Naval, durante evento realizado pela Marinha. Os dois estiveram durante toda a cerimônia lado a lado, segundo noticiou o jornal Valor Econômico. Horas depois, o Ministério da Justiça divulgou uma nota em que afirma que Moro “rechaçou a divulgação de possíveis conversas privadas obtidas por meio ilegal e explicou que a Polícia Federal está investigando a invasão criminosa”, diz a nota. O ministério afirmou ainda que a conversa entre Moro e Bolsonaro foi “bastante tranquila. O ministro fez todas as ponderações ao presidente, que entendeu as questões que envolvem o caso.
Na última segunda-feira, dia seguinte às publicações do The Intercept Brasil, Bolsonaro teve apenas uma agenda pública, na qual discursou por pouco mais de dez minutos e não proferiu nenhuma palavra sobre o tema que tomou conta do noticiário nacional desde a noite de domingo. Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, a justificativa do mandatário é que, antes de se manifestar, ele queria ouvir uma análise do próprio ministro Moro.

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