Política

Câmara aprova revisão nos salários dos servidores da PMU

Na terceira tentativa CMU aprova reajuste de 8,80% para os servidores e R$ 20 no tíquete

Em sessão que teve a presença da categoria, a Câmara Municipal de Uberaba (CMU) aprovou o Projeto de Lei (PL) 114/2019, de autoria do Executivo, que trata da revisão dos vencimentos dos servidores da Prefeitura Municipal de Uberaba (PMU). Aprovação foi unânime, sendo o ajuste retroativo a março de 2019. Porém, o pagamento do retroativo será dividido em duas parcelas, nos meses de junho e julho.
Conforme PL, a revisão será de 8,8%, composto dos 5,05% acordados com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), em 2017 – com anuência do funcionalismo –, mais a inflação do ano passado, de 3,75%, medida pelo IPCA.
O ajuste alcança servidores da administração direta e indireta, bem como aposentados e pensionistas sob as regras da paridade. O prefeito, o vice-prefeito, e os secretários municipais terão 3,02% de ajuste referente à inflação acumulada de abril a dezembro de 2018.
Presidente do SSPMU, Luís Carlos dos Santos, lamentou o parcelamento do retroativo, que avalia como prejuízo para o servidor. Ele ainda coloca que o reajuste no tíquete alimentação, de R$ 500,00 para R$ 520,00 não retroage, sendo também prejudicial ao funcionalismo, lembrando que a pauta foi protocolada desde janeiro para negociação com o Governo.
Na avaliação de Luís Carlos, a comissão de servidores criada em assembleia para acompanhar as negociações, mais atrapalhou do que ajudou, insistindo com 10% de ajuste conforme assembleia da categoria.
Segundo ele, ante ao reiterado posicionamento da Administração, de que não concederia reajuste acima de 8,8%, a pressão da comissão só fez protelar a aprovação do projeto. “Eles trabalharam de forma equivocada”, avalia Luís Carlos, que compôs a mesa dos trabalhos durante a sessão, juntamente com o vice-presidente do SSPMU, Carlos Humberto Costa.
Até a aprovação ontem, o PL havia sido levado a plenário outras duas vezes, em abril. Na primeira, a votação foi adiada após pedido de sobrestamento feito pelo líder governista na Câmara, Rubério Santos; na segunda, depois de pedido de vistas do vereador Fernando Mendes.
Posteriormente aos adiamentos Sindicato e vereadores buscaram agenda com a Administração na tentativa de retomar as negociações, mas não houve avanço, fechando em 8,8% de ajuste nos salários.

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