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Cidadão do mundo

A cultura dos povos tem na forma tradicional, a interpretação sobre o apocalipse voltada às crenças do juízo final o céu e o inferno. Muitos estudos voltam-se à reflexão da significação de apocalipse, dando a conotação da revelação divina de coisas que permaneciam em segredo a um profeta. Também há vertentes que defendem que várias civilizações no mundo apresentam narrações apocalípticas que foram deturpadas pela transmissão oral, contudo convergem para um ponto comum, que é a capacidade do “Homem Civilizado” em destruir o mundo.
A “destruição” de um país passa necessariamente pela deteorização cultural e política de seu povo, e com isso, não há democracia que consiga reverter esta situação.
As culturas mais antigas tinham seu sistema político-religioso e social amparado e fincado em cima de conceitos fundamentais para qualquer civilização, ou seja no senso de civismo e patriotismo nato aos homens de suas épocas.
As maiorias, a seu modo, resistiram bravamente lutando às imposições, e, as que conseguiram se livrar do cabedal da ignorância e pilhagem, voltaram mais fortalecidos. Já os que sucumbiram, preferiram morrer com suas formações e crenças.
O Povo forte é aquele que tem nato em seu sangue o senso do civismo, que nada mais é que a devoção ao interesse público e o patriotismo, que é a bem querência da integridade do solo de sua pátria e o respeito às suas tradições.
Vemos com isso, que o pulsar do povo brasileiro, vem de forma rápida se descompassando a cada dia, pois aquele amor pátrio e até mesmo bairrista se mingua a cada dia.
Como resgatar o nacionalismo de outrora?
Formando verdadeiros Homens encapsulados pela moral e incorruptíveis contra o vício asqueroso do favorecimento a grupos ou aos seus.
Eis a grande chave de buscarmos Homens que promovam a grande necessidade de formação intelectual e política do povo brasileiro, pois amparado na verdadeira democracia, teremos que criar condições favoráveis para a promoção de entrega dos direitos a educação, saúde e moradia que são do povo.
Nestas últimas eleições o resultado veio na escolha da maioria, retrato este de um pensamento mais coeso e esperançoso, e mais, com um cunho mais conservador no alertar, deixando ao meio fio das sarjetas a demagogia e os maquiadores de plantão que camuflam as situações vexatórias a sociedade brasileira.
Procuraram enfim, formar opiniões seguras para a escolha de nossos representantes, pois além das “fichas limpas”, devemos obrigatoriamente, verificar se estes postulantes tem o verdadeiro “sangue brasilis”.
O primeiro passo foi dado. As investiduras dos cargos serão preenchidas por aqueles que procurarão criar o ambiente necessário à promoção do resgate pátrio.
A formação do cidadão brasileiro será reconhecida e o progresso moral se instalará, e ao ouvirmos a expressão “cives totius mundi” entenderemos que podemos dar o segundo passo para a formação do “cidadão do mundo inteiro”.

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Servidor público / economista – acv.ribeiro@uol.com.br

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