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Cláudio Humberto

“Nós precisamos fazer com que esses responsáveis sejam punidos”
Sen. Wellington Fagundes (PR-MT) sobre o rompimento da barragem de Brumadinho

Moro é pop também em seu próprio ministério
O mais popular ministro do governo Bolsonaro, Sérgio Moro venceria fácil qualquer concurso de Mister Simpatia no próprio Ministério da Justiça, que chefia há menos de cinquenta dias. Habituados a ministros que mal os cumprimentava, os servidores agora têm um chefe que não se isola. Ao contrário, circula no prédio, procura visitar cada setor, apresenta-se, ouve e avisa que seu gabinete está aberto a todos.

Sem afetação
Moro convive bem com a popularidade entre os colegas de trabalho. Amável e paciente, sempre topa fazer selfies, dar autógrafos etc.

Bandejão da hora
Ele poderia almoçar no gabinete, como os antecessores, mas prefere o bandejão, que assim virou o restaurante mais concorrido da Esplanada.

O sem-jatinho
Como só usa voo de carreira, Moro criou um problema: assessores têm larga experiência em requisitar jatinho da FAB e não passagens.

Sem privilégios
A assessoria tenta uma rotina que permita a Moro embarcar antes ou depois dos demais passageiros, para não os incomodar.

Presidentes editam 4,2 MPs por mês desde 2001
Desde que Medidas Provisórias (MP) foram remodeladas e passaram a ter força de lei e aplicação imediata, em 2001, os ex-presidentes Fernando Henrique, Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e o presidente Jair Bolsonaro criaram 872 que, eram (supostamente) relevantes e urgentes o suficiente para serem justificadas. Na prática, é como se todo mês, o presidente da República criasse mais de quatro leis, que vigoram por 120 dias sem necessidade de aprovação do Congresso.

Campeão
FHC foi quem mais “legislou” a partir do Planalto: 102 MPs, média de 6,8 por mês. Em números absolutos (419 MPs) Lula é o recordista.

Menos e mais
O presidente Michel Temer (MDB) criou 144 medidas provisórias em dois anos e 8 meses. Em média são 4,5 por mês; mais que Lula (4,4).

Distantes semelhantes
Entre a posse em 2011 e o impeachment, Dilma editou 204 MPs; cerca de 3,2 por mês. No primeiro mês de governo, Bolsonaro editou três.

Nova dinâmica
Na quinta-feira (14), o PT tentou salvar projeto do governo Lula, datado de 2010, de “cooperação educacional” entre o Brasil e a pequena ilha caribenha de São Cristóvão e Névis. Érika Kokay (PT-DF) fez pedido para retirar da pauta. O requerimento da petista perdeu por 5 a 268.

Boa notícia do MP
Em meio à apreensão após a transferência dos bandidões dos presídios para penitenciárias federais, o Ministério Público paulista tomou a decisão de criar a promotoria de Segurança Pública.

Cai fora, deputado

O jurista Paulo Brossard era deputado estadual, no Rio Grande do Sul, e discursava sobre a crise política da época e fingia não ouvir os insistentes pedidos de aparte de um adversário, Porcínio Pinto (PTB):

  • Como é, vossa excelência vai ou não me dar uma palavrinha?
    Brossard parou de repente e respondeu com calma e firmeza:
  • Por favor, retire-se do meu discurso!
  • Com André Brito e Tiago Vasconcelos
    www.diariodopoder.com.br
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