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Cláudio Humberto

“Espero que a reforma não seja muito desidratada”
Presidente Bolsonaro torce que o Congresso não mude (tanto) a reforma da Previdência

‘Crise política’ de Bolsonaro repete Lula em 2003
Nada há nada de novo nos primeiros meses do governo Bolsonaro em relação aos antecessores, das crises e dificuldades com o Congresso à queda na aprovação de desempenho. Aos cem dias de governo, o petista Lula, por exemplo, tinha 43% de aprovação, quase 20 pontos a menos que os 61,3% dos votos obtidos no turno da sua eleição. Lula tentou aprovar uma reforma da Previdência em 2003, até levou o projeto pessoalmente ao Congresso, como Bolsonaro, mas fracassou.

Menos que o esperado
Pesquisa Datafolha às vésperas dos 100 dias de governo Lula mostrou que o presidente tinha frustrado expectativas de 45% dos brasileiros.

Vida difícil
Dilma teve 51% de aprovação nos 100 dias, mas nada conseguiu aprovar na Câmara. Acabou em impeachment.

Tudo sempre igual
O desempenho de FHC ao final de três meses de governo era melhor que Bolsonaro, pior que Lula, mas também teve sua própria crise.

Dentro do esperado
O Datafolha ainda não divulgou a pesquisa acerca dos primeiros 100 dias de Jair Bolsonaro, mas o Ibope põe o atual presidente com 34%.

Banco usa ministro Guedes em evento privativo
O banco Goldman Sachs usou sem a menor cerimônia autoridades do governo federal como o ministro Paulo Guedes (Economia), em evento secreto cujo acesso foi proibido à imprensa. Se têm a afirmar, esclarecer ou anunciar, autoridades públicas devem fazê-lo publicamente. Além de Guedes, secretários do seu ministério também falaram em declarações secretas a clientes e convidados do banco.

Risco sério
Participando de eventos dessa natureza, autoridades correm o risco de sofrerem a acusação de privilegiar grupos e interesses financeiros.

Isso vai acabar
Projeto do ministro Wagner Rosário, da Controladoria Geral da União, obriga autoridades a tornar público o conteúdo de reuniões privadas.

Faltaram ao trabalho
Se aplicar o que preconiza, o presidente Jair Bolsonaro deveria no mínimo cortar o ponto do ministro e dos seus auxiliares.

Bem na fita
A eleição 2020 não é prioridade em Belo Horizonte: 70,9% não sabem em quem votar para prefeito, mas o prefeito Alexandre Kalil (Pode) sai na frente com aprovação de 73,2%, segundo o Paraná Pesquisa.

O código SQR

Prefeito de Muriaé (MG) entre 2004 e 2008, Odilon Carvalho (MDB) costumava receber com camaradagem os vereadores que o procuravam para suas demandas nos bairros, e os encaminhava aos secretários com um bilhete, levado em mãos por alguns edis da oposição, com um “favor atender ao vereador”, e um código abaixo de sua assinatura, o SQR. Mas todos reclamavam que, apesar de atendidos, suas demandas não andavam. Foi quando um deles atentou para o código comum nos bilhetes. E descobriu o recado secreto do prefeito para os secretários: “Sai Que é Rabo”.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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