Estado de Minas

Comissão defende fim das cessões de linhas para as prefeituras mineiras

Outro ponto defendido pela comissão é a proibição de novas cessões de linhas para as prefeituras. De acordo com o documento, essa política se revelou desastrosa do ponto de vista da conservação do potencial ferroviário estadual.
“A experiência tem mostrado que muitos municípios contemplados com a cessão de linhas acabam, no seu lugar, construindo ruas ou estradas o que dificulta enormemente, quando não inviabiliza, qualquer retomada ferroviária”, destacou.
Em contrapartida, o parlamentar defendeu que as linhas cedidas para as prefeituras sejam entregues às entidades interessadas em sua preservação. Para ele, havendo alguma entidade com projeto de preservação, uso ou relançamento, a linha deve ser passada rapidamente para ela.
A comissão também defendeu que o Dnit dê encaminhamento aos diversos pedidos de cessão de linhas e de material rodante apresentados pelas entidades preservacionistas.
Entre outras propostas apresentadas estão a recomendação expressa da necessidade de manutenção das ferrovias nos termos de cessão de linhas e a proibição de destruição e retirada do material rodante estacionado em Minas Gerais.
Estrutura do Dnit em Minas é insuficiente – O superintendente Fabiano Martins Cunha afirmou que irá analisar as propostas da comissão e se comprometeu a fornecer respostas na audiência pública de quinta-feira (9). Ele ainda explicou que a estrutura do Dnit em Minas Gerais é insuficiente para cuidar de toda a malha ferroviária do Estado, que é a maior do País.
Fabiano Cunha solicitou apoio da comissão na defesa de uma maior autonomia regional para o órgão no que se refere às ferrovias, com a criação de uma estrutura técnica mais robusta. Ele destacou que o órgão hoje já trabalha na tentativa de preservar o patrimônio ferroviário que está sob sua responsabilidade, além de manter contato permanente com as concessionárias.

Mostre mais

Artigos relacionados

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.