Economia

Construção civil tem 5ª queda anual seguida

Apesar da recuperação lenta da economia, praticamente todos os componentes do PIB registraram crescimento em 2018, com exceção da construção civil, que caiu 2,5% no ano e registrou a 5ª queda anual seguida.
“São ‘N’ motivos que levaram a construção a acumular todas essas perdas. Uns deles são a parte da infraestrutura e a parte governamental. O dinheiro do governo é o que mais banca a infraestrutura. E a gente sabe que os três níveis de governo estão tentando segurar as suas contas. Investimento, como não é uma despesa obrigatória, é o primeiro a ser cortado”, avaliou a gerente do IBGE.
Ela lembrou que a retração da construção tem afetado os investimentos no país. “A construção já representou mais da metade de todo o investimento no Brasil. Em 2018 ela representava 47%. O que compensou foram máquinas e equipamentos”, disse.
A taxa de investimento no ano de 2018 foi de 15,8% do PIB, acima do observado no ano anterior (15%), mas ainda bem abaixo do patamar acima de 21% registrado em 2013.
Já a taxa de poupança ficou em 14,5% no ano passado, ante 14,3% em 2017.

Perspectivas para 2019 – Apesar da melhora da confiança e otimismo de empresários e consumidores, a safra dos números do fim de 2018 e de início de 2019 revelou uma perda de ritmo da economia e um desempenho mais fraco da atividade do que o esperado por boa parte dos analistas.
Essa decepção ocorreu em todos os setores: no varejo, no serviços e, sobretudo, na indústria. E o resultado do mercado de trabalho também foi considerado fraco. No ano passado, a taxa média de desocupação foi de 12,3%, pouco inferior aos 12,7% de 2017. Em janeiro, a taxa de desemprego aumentou para 12%, atingindo 12,7 milhões de pessoas, segundo divulgou na véspera o IBGE.
Na esteira desses números, nas últimas semanas, parte dos bancos e consultorias começaram a revisar para baixo as projeções para o crescimento da economia brasileira.

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