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Decreto estadual reforça ações já realizadas nas escolas municipais

Desde 2014, a Prefeitura de Uberaba investe em alimentação escolar e práticas saudáveis

Uberaba mais uma vez está à frente quando se fala em qualidade do serviço prestado à população na educação municipal. O Decreto Estadual nº 47.557, publicado no Diário Oficial de Minas Gerais, que propõe a oferta de alimentação saudável nas escolas públicas e particulares do Estado, vem reforçar uma prática já existente no município, desde 2014.
Um dado que comprova as ações é que em 2014, 40% das crianças da rede eram obesas. Em 2017, o índice reduziu em 5%, devido às atividades de educação alimentar em parceria com o projeto Saúde na Escola. Não é à toa que uma equipe do Cecane – Centro de Colaboração em Alimentação e Nutrição Escolar, do Governo Federal, reconheceu Uberaba como referência em alimentação escolar, em visita recente.
A seção de Nutrição e Alimentação Escolar da Secretaria Municipal de Educação realiza projetos para a promoção da alimentação mais adequada a crianças e jovens e conta com uma equipe de 12 nutricionistas. A reformulação das práticas na rede pública municipal começa com a elaboração do cardápio balanceado, oferecendo os nutrientes necessários para cada refeição dos alunos. O preparo fica por conta das merendeiras, sob a coordenação da empresa terceirizada Nutriplus, que atende aos requisitos de qualidade fiscalizados pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE).
Um dos alunos representantes do CAE é o Fernando José dos Santos Filho, do 8º ano da Escola Municipal Professor Anísio Teixeira. Presidente do Grêmio, ele foi jurado do Concurso de Receitas e, junto com o grupo elaborou um projeto dentro da escola, com resultado positivo. Ao invés de servir o lanche tradicional, ele mobilizou o grupo para arrecadar frutas e fazer a salada de frutas para servir na hora do intervalo. “Eles foram para a cozinha, as merendeiras ensinaram os procedimentos de higienização e eles mesmos prepararam e distribuíram os alimentos nas salas”, conta orgulhosa a coordenadora pedagógica Clenilda Fernandes Dutra, que acompanhou as ações.
Uma semana depois, estudantes de outras salas, motivados pelo projeto, também se renderam à cozinha. Até na educação infantil houve mobilização. “A iniciativa deles contagiou toda a escola e atingiu o objetivo da educação alimentar”, enfatiza.
Entre tantas notícias importantes, é preciso ressaltar que as refeições são reforçadas com produtos da Agricultura Familiar, que segundo Mariana Pangoni, chefe da seção de Nutrição e Alimentação Escolar da Semed, são alimentos mais naturais. “Sessenta por cento do recurso é aplicado somente com a agricultura familiar”. O investimento em alimentação para os 26.500 alunos é de R$ 3 milhões por ano. Por dia, são servidas cerca de 45 mil refeições.
E o incentivo abrange todas as esferas da cadeia de alimentação escolar. O Concurso de Receitas envolve as cerca de 190 merendeiras das 73 unidades da rede municipal e de 27 conveniadas.

Educação alimentar – Mariana Pangoni, ainda comenta sobre a atuação da equipe nas escolas, com projetos como “Alimentando Histórias, Nutrindo Crianças”, que conta a história adaptada da Sopa da Dona Maricota; o “Faça sua Escolha”, que promove a reeducação alimentar de adolescentes do ensino fundamental e outro projeto-piloto com 10 unidades, o “Agente da Alimentação Saudável”, em que 3 alunos de cada escola são capacitados para serem multiplicadores.
O Conselho de Alimentação Escolar pretende articular junto ao Poder Legislativo a aplicação do decreto em âmbito municipal. Já existe uma Portaria que propõe a Cantina Saudável, com itens que não podem ser vendidos como fritura, refrigerante e doces.

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