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Diferenças entre Clínica de Atendimento e Comunidade Terapêutica/Casa De Apoio

De acordo com informações do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad) existe uma dificuldade comum de compreensão sobre a atuação da sociedade civil nesta área, hoje mais conhecida como instituição ou OSC (Organização da Sociedade Civil), que quando legalmente constituída obedece a critérios jurídicos, éticos, morais, institucionais e, acima de tudo, legais (eis e resoluções). O Comad vem atuando diretamente com a sociedade civil e, especialmente, com as associações caracterizadas: comunidades terapêuticas, casa de apoio e associações que trabalham com prevenção. O Comad presta orientação, propõe ações de capacitação, seminários, encontros e de financiamento de ações.
Sobre as comunidades terapêuticas e casas de apoio, todas possuem um profissional de nível superior conforme exigência legal. Seu tempo para o acolhimento de pessoas dependentes é de 12 meses, num espaço protegido, de ambiente residencial, com atenção psicossocial em trabalhos, religião e grupos de autoajuda necessários para a saúde.

Comunidade – De acordo com a psicóloga Valéria Guimarães, presidente do Comad, o processo de admissão a uma comunidade terapêutica deve resguardar alguns critérios, sendo a voluntariedade e a Convivência entre os pares o seu principal pilar. “Deve-se vedar qualquer forma de contenção, seja física, de isolamento ou restrição da liberdade, e a qualquer momento o dependente pode interromper a sua permanência nessa comunidade terapêutica. O usuário e familiar são orientados sobre regras, normas, horários e possui comunicação aberta com aquele residente que irá ficar. Também é resguardado o direito de interromper o seu acolhimento a qualquer momento, sem qualquer coaçãoa ou convencimento acerca de sua permanência”, esclarece Valéria.

Clínica – Já em uma clínica de recuperação, profissionais como médicos, enfermeiros, psicólogos, psiquiatras e terapeutas auxiliam os dependentes químicos em tempo integral. “Sempre são situadas em locais de acesso bastante restrito e assim, garantem discrição e tranquilidade aos seus pacientes, com acomodação e serviços de internação pagos. Seus principais procedimentos podem ser a psicoterapia, medicamento e internação. Nem todos os pacientes precisam passar por eles. Também não existe um único tratamento para todos os casos da mesma forma. Esse planejamento para o tratamento numa clínica de desintoxicação é feito de acordo com o tempo e o grau da dependência química em que o dependente se encontra”, explica a presidente do Comad.

Diferença – A diferença, segundo Valéria, vai além da estrutura, e reside no fato do objetivo pelo qual o familiar busca a ajuda. “Muitas vezes, cansados e esgotados emocionalmente, os parentes preferem o afastamento completo em clínicas ao invés de investir em atendimento com convivência, onde certamente a frequência familiar é exigida”, comenta.

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