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Economia para economistas

Para muitos – inclusive para mim – o presidente Jair Bolsonaro teve um gesto político ao não deixar que a Petrobras praticasse um reajuste de 5,7%, semana passada, no preço do óleo diesel. Claro que o mercado não gostou da atitude presidencial, inclusive a classificando como intempestiva e protecionista. Na realidade, dentro da sua autoridade de presidente da República, Bolsonaro deu uma “freada” na greve dos caminhoneiros que parou a economia há dois anos atrás. A atitude do presidente, tão criticada pelo mercado, sempre ele, foi, no entanto, precedida de uma conversa com seu ministro da Economia que estava em Nova York. Os riscos, mesmo que não pareça, foram calculados.
Atitudes como esta, mostram o lado político de Bolsonaro que, não à toa, chegou à presidência da República. Claro que neste início de governo muitas cabeças estão batendo no governo, fruto da inexperiência política de um grupo formado, propositadamente, por pessoas sem os ranços do que se convencionou chamar de “velha política”. Bolsonaro no entanto, acompanha tudo, e mesmo com alguma demora, age dentro da sua equipe para conter os impulsos, como aconteceu com o ministro da Educação, mesmo que se reconheça que a escolha do substituto não ter sido das melhores. Outro ministro que parece estar no alvo do presidente, e ele já demonstrou, em Israel ser bom no tiro, é o das Relações Exteriores.
Ele tem se mostrado um radical, colocando em risco relações construídas durante anos pelo país, que sempre teve uma política de boa convivência e respeito com as demais nações. Esta face política do presidente, que ele vai revelando, é que o levou a assumir a liderança das articulações para a aprovação da reforma da Previdência. Bolsonaro tem tido muitas conversas com parlamentares, inclusive da oposição sensata para aprovar a reforma, tida como essencial para o país, mais cedo do que se pensa.

Paulo César de Oliveira – Jornalista e diretor-geral da revista Viver Braail e jornal Tudo BH

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