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Escoteiros do Brasil encerram 2º Congresso Brasileiro de Educação Escoteira olhando para o futuro

A segunda edição do Congresso Brasileiro de Educação Escoteira, promovido em parceria pelos Escoteiros do Brasil e Instituto de Geociências da Unicamp, reuniu na cidade de Campinas – SP membros do Movimento Escoteiro, pesquisadores e professores. Mais de 120 inscritos, durante os três dias de evento, tiveram a oportunidade de assistir palestras e seminários, participar de oficinas e apreciar relatos de experiências de ações e projetos desenvolvidos no Brasil e no mundo.
Tendo como tema “Escotismo: Educação em Movimento”, o congresso teve como um dos principais tópicos a interação entre educação formal e educação não formal. As temáticas também versaram sobre educomunicação, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, protagonismo juvenil, aplicação do método escoteiro, diversidade, inclusão, entre outros. No total foram proferidas quatro conferências, três seminários, e apresentados dez comunicações, oito relatos de experiência e seis pôsteres. Para o diretor-presidente dos Escoteiros do Brasil, Alessandro Vieira, o Congresso “foi um espaço privilegiado para discutirmos a necessária aproximação do escotismo com a academia, de modo a aprendermos uns com os outros, em benefício das crianças, adolescentes e jovens do Brasil”, explicou. “Como um importante agente de transformação, podemos colaborar com escolas e universidades em todo o país e também aprender com o aprofundamento científico que nos permita entender melhor e aprimorar as nossas práticas”.
Logo na palestra de abertura, os representantes da Organização Mundial do Movimento Escoteiro – WOSM, Pia Melin e Stephen Peck, trouxeram um panorama de ações desenvolvidas em outros países para promover a inclusão, apresentando e desafiando os presentes a pensar em alternativas com olhos no contexto brasileiro. Durante o evento, tanto Stephen quanto Pia tiveram a oportunidade de conferir, nos relatos de experiências, ações “dignas de uma palestra do próprio congresso”, como a própria Pia comentou, referindo-se à apresentação sobre a aplicação da coeducação no escotismo.
O diretor presidente dos Escoteiros do Brasil, Alessandro Vieira, apresentou palestra intitulada “Escotismo – educação para a vida”, em que destacou os enlaces da educação escoteira com os processos de educação formal, apontando as contribuições da educação não-formal, com o seu caráter de complementariedade. Também foram muito bem recebidas as palestras dos professores doutores Roberto Greco, da Unicamp, e José Vicente de Freitas, da FURG, que contribuíram com a visão de como a prática escoteira pode apoiar a aprendizagem de diversos conhecimentos e habilidades, e como seus valores podem ser significativos na relação com o meio ambiente.
Em termos de diversidade, uma das ações apresentadas foi o desenvolvimento de trabalho da equipe de diversidade da Região Escoteira do Rio Grande do Sul, que chamou a atenção de diretores da Região Escoteira Interamericana que estiveram presentes no evento. Outro ponto interessante do congresso foi a presença considerável de regiões escoteiras representadas. Além disso, também foi notável a quantidade de professores presentes – associados aos Escoteiros do Brasil ou interessados no tema – demonstrando a importância do evento e colaborando para encaminhamentos mais consistentes e impactantes.
O balanço deste congresso foi totalmente positivo, na visão da sua presidente – professora e dirigente escoteira Vanessa Cristina Melo Randig – que destacou a importância de espaços onde se possam problematizar questões da educação escoteira. A diretora de Métodos Educativos dos Escoteiros do Brasil, Carmen Barreira, que acompanhou todo o evento, considerou o congresso um sucesso, informando que os seus anais e materiais produzidos serão em breve divulgados.
Os Escoteiros do Brasil se preparam agora para, em dezembro de 2019, receber o 3º Congresso Mundial de Educação Escoteira, na cidade do Rio de Janeiro.

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