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Estar incólume

No olimpo, os “deuses” envergonhados, miram o horizonte e veem a luz espargida da grande sabedoria do Pai.
Orgulham-se de recebê-la e na propriedade de repasse, mas espreitam a incognoscível razão da postura humana no assassinato de massas.
As indagações e súplicas ao Pai confundem-se com as lamentações das multidões da não condição primaz de ter dignidade – ROUBARAM A DIGNIDADE DO POVO – a destemperança e a incredulidade se instalou na aplicação da lei para todos os marginais e “poderosos”.
A falta de compostura de governantes e autoridades não é mais confundida com a essência nata do Homem que habitava o “paraíso”. Tinha-se garantida a moral, ética, justiça no trato, conceito de obrigações que afetavam o todo e o senso justo de compartilhar.
Fomos sobrepujados pela CORRUPÇÃO, a grande madrasta que mata milhões de fome, frio e carentes de tratamento. A insegurança se instala na falta de aparato logístico e o ambiente ao bandido é criado.
Contudo, núcleos de resistência ainda habitam alguns Homens, cuja genética é repassada a seus descendentes que observam, exigindo hora vez a cada época, ações governamentais e das autoridades constituídas a devida aplicação das Leis.
O combate a corrupção ganha força, mas modelos de Homens tem que imperar sobre as autoridades constituídas, pois somente assim teremos a capacidade da força de reação.
O povo está cansado e espera enxergar nas autoridades, JUÍZES, e não juízes, PROMOTORES e não promotores, POLICIAIS, e não policiais, LEGISLADORES, e não legisladores, SERVIDORES, e não servidores, GOVERNO, e não governo, DIRIGENTES, e não dirigentes, EDUCADOR, e não educador, pois a GRANDEZA não é do cargo, mas sim do Homem que carrega os preceitos éticos e morais para servir, pois são incorruptíveis aos interesses alheios de grupos.
O “olimpo” é a zona de conforto que muitos de nós estamos, pois a ação passa pela decisão de querer mudanças.
O modelo do “tributo” para resolver situações financeiras destemperadas de um governo partidário e em sua maioria corrupto, arrotava a moral e defeitos vis de outros, contudo, matou milhões com a expatriação de bilhões.
O novo modelo exigido pelo povo é o da GRANDEZA INCORRUPTÍVEL DO HOMEM e a aplicação de leis equânimes, pois o crescimento virá na forma natural das coisas.
E assim foi o resultado das eleições, vencida não só pelas mídias céleres sociais, mas também por uma grande parcela do resgate dos valores.
Melhorasse o Homem e as AUTORIDADES SERÃO NOVAMENTE CONSTITUÍDAS.
Passemos das “orações” a prática comum das ações, pois estar a sombra da acácia não é descansar à sombra, mas estar SEMPRE incólume a todas ações que alimentam a corrupção, pois os “deuses” agradecerão, o povo respirará e o PAI não se surpreenderá.

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – Servidor público/economista – acv.ribeiro@uol.com.br

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