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Fabiana Silbor

Bem vindo!
Bem vinda.

Viva o domingo.

‘Coisando as coisas’
A Kate Winslet disse, recentemente, querer vomitar quando ouve o tema da Celine Dion para aquele filme que foi sucesso de bilheteria. Antes fosse só ela! Mas, por falar em Titanic, a venda de utensílios de família nobre (em momento de reposicionamento de classe) agitou o mercado das celebridades das Águas Claras. Desenterrados dos baús naufragados estão até escudos dos pioneiros remanescentes dos Bandeirantes que se apossaram das sesmarias. “E assim caminha a humanidade”… Já diziam os mais espertos: nada como um dia após o outro.

Tem que multar
Cientistas se posicionam e pedem a ONU a criação de um conselho sustentável, a Adele só lava a cabeça a cada dois meses, e outros como Brad tomam pouquíssimos banhos. Enquanto isso, o famoso uberabense seca o Rio e abala o Aquífero Guarani regando as ruas da cidade. Vai ver que funciona, afinal são tantos buracos, que devem brotar desse desperdício.

Mosquito bem cuidado
E nessa de empoçar, quem melhor vive no Arraial da Farinha Podre, é o Aedes. Gostei demais do comentário que ouvi: dengue é doença de gente porca. Falta de higiene pura. E a fama é para todos!

A fama da destruição
Filmes e jogos apostam mais em cenários brasileiros para suas cenas de ação: em foco as favelas. Essa identidade urbana multifacetada pela contemporaneidade tem desmontado estratégias de lugares paradisíacos. O que me preocupa é até onde vai nosso apreciar permanente pela destruição. Afinal, o que tem de inovador na composição arquitetônica da invenção tem de preocupante nas histórias que as paredes escondem: Dramas, traumas e violências. E o pessoal do interior pensando, ainda (oh, Senhor!), que isso é preocupação de metrópole.

Lotação na encruzilhada
Solteiro disputadíssimo da ‘Zebulost’ deixou decepções em metros ao revelar planos para pedir a escolhida em casamento. Enquanto uns comemoraram o noivado, outros buscam meios de por o roteiro da novela em prática na vida real. O que anda surgindo de espírito “Nazaré” nos nativos é de assustar.

Valorizando
São tantas as maneiras de compreender outras possibilidades. Quando vejo artistas da nossa ‘casa’ ganhando espaços internacionais penso o quanto ainda temos que evoluir para ter amor pelo que está ao nosso lado. Nessa busca inquieta pelo inatingível nos movemos, é bem verdade, mas são tantos os compassos inadequados. Se tivesses o dom de perceber o que vibra em nosso mundo, talvez, tivéssemos mais sorrisos para lembrar.

Mudanças
Sempre tive dúvidas sobre essa frase: “o silêncio destrói qualquer um”. Hoje, já tenho algumas certezas.

Penhor
Muitos abastados da Zebulândia, para manter padrões e doces vitrines, fazem o que podem e o que não podem. Uma regra rebuscada da Terra das Águas Claras: basta parecer que é! E nem sempre é exclusividade do interior e suas durezas. Essa mania de “se mostrar” é alavanca do próprio capitalismo. Para isso muitos que entram no “vale tudo”, como diz uma querida e engraçada amiga, o que não falta é gente que deixa as jóias passando férias no Banco.

Tormenta musical
Deve ser uma profunda ‘alegria’ ter um vizinho, que tem um filho adolescente, que decidiu aprender bateria. Ganhou o instrumento para praticar e, definitivamente, não tem dom para a carreira. Nasce o dia, dorme o dia. E só. Porque mais ninguém nas imediações se lembra do que significa silêncio! Dias sem ritmo pela frente…

Coragem
Um dia daqueles. Desses que o relógio anda mais rápido que o normal e, a gente, sempre está na contramão: mais devagar que o natural. Você sai e quando vira a primeira esquina, qual carro está na sua frente? O da auto-escola. É uma felicidade. Sei que todos nós, ditos motoristas, passamos por isso, mas sinceramente, meu professor não me colocou para dirigir no centro da cidade enquanto eu não dominei quase tudo. Tem Instrutores que fazem de propósito. Sabe que a pessoa ainda não consegue, mas enfia no horário de pico, no congestionamento mais complicado. Dá para ver a cara de desespero do aluno e, também, dos outros motoristas que ficam sem destino.

Alegria, por favor
Evocar tristezas tira o sabor do novo, o gosto de um futuro bom…
O que aconteceu… Pertence a quem viveu.
E ninguém, por mais bem intencionado, tem direito a dar opinião.
Só sabe detalhes quem passou pela situação.
Por isso, é importante construir dias bem resolvidos.
Um domingão cheio de ‘trem bão’. Beijos. Fabiana Silbor.
Fabiana Silbor é Professora Universitária, é Jornalista, é palestrante, é especialista em Estratégias Sociais e Empresariais.

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