Fabiana SilborSocial

Fabiana Silbor

Bem vindo!
Bem vinda.

Abram alas para o tempo da reclamação. Para os filhos da malcriação, que querem passar, sem respeito pela coletividade. É que estamos na época de desmanche de caráter: ah! Isso, ninguém pode negar. Porque nas tetas desse país o que não falta é gente querendo mamar. “Me dá um dinheiro, aí” virou tema da salvação, nessa nobre tentativa e reconstrução da dignidade tupiniquim. E, mesmo repetindo que cachaça não é água, a humanidade está, cada dia mais, viciada em beber para esquecer, que vergonha é o mínimo, para ter evolução.
Com as “pipas do Vovôs” coroneis subindo graças ao viagra, o povo sendo tratado como o índio do passado, iludido com espelho e apito… e, vida que segue. Inclusive, na Zebulândia, “Leões de Chácara”, que substituíram os coronéis e os bastardos esculpidos pela tirania, repetem: “daqui não saio, daqui ninguém me tira”.

A saga dos Ordinários
Preguiça, em dobro, de gente que fica vangloriando a modesta contribuição social. Perdidas em movimentos repetitivos e pequenos, agitadas pelo troco do capitalismo, essas pessoas fazem nada, ou bem pouco, para melhorar a qualidade do coletivo. Ao contrário, estimuladas por uma balburdia interna que lhes garante certezas falsas, elas vão correndo de um lado para o outro sem perceber qual o sentido ou a intenção. Perdem o sabor, detonam a admiração, se tornam reféns da própria alienação. E ampliam o nível de estresse ao menor contato porque lhes falta o básico, partindo da consideração. São seres que corrompem a conversa honesta para agigantar as baixas condições. Querendo atribuir mais do que o merecido aos seus atos ordinários, alguns até desnecessários. Grande dó dos desprovidos de talento que precisam inventar, exagerar, dramatizar a própria situação.

Indignante
A falta de diploma em um país de rasa interpretação e fútil conhecimento é, ainda, mais grave. Todavia, sem a exigência da graduação, abre-se a possibilidade do exercício, sem controle, da profissão. Mas essa aberração estimulada pelas empresas subsidiárias do loteamento político brasileiro, abençoada pela desunião dos formados e aceita, cordeiramente, pelos ditos defensores da categoria, jamais dará direito a qualquer um que se “ache” capaz de produzir da mesma maneira aque o indivíduo que dedicou aos estudos. E antes que comece o “mimimi”, diploma não torna ninguém melhor, mas, pelo menos, sabedor da técnica com o rigor e a imparcialidade do conhecimento, o indivíduo será. Dos novos profissionais, há esperança de um entendimento valioso da carreira e a humildade de reconhecer o quanto existem, ainda, veteranos que ralam com idealismo, nesse mercado corrupto, disfarçado de contemporâneo, para manter flamejante a bandeira da ética.

Visionário
Maquiavel deixou muitos legados, atribui-se a ele, inclusive, a frase: “dê poder ao homem e descobrirá quem ele realmente é”. Fatíssimo! Quer conhecer uma pessoa a veja acontecer sem máscaras em um ambiente no qual ela detenha domínio pela imposição. Rapidamente será possível verificar se há firmeza ou fraqueza de caráter. Se trata de um indivíduo nobre na prática ou um raso falastrão. Se é um abusador disfarçado de competente. Etc, etc, etc. A revelação é fatídica. Para manter-se no poder muitos perdem o básico e passam a ser nutridos pelas falsidades acumuladas entre os submissos que aceitam acordar com o teatro da hipocrisia constantemente encenado. E enquanto no escuro da alma sobrepõe à tirania, mentiras recontadas que se vestiram de verdades imperam, bajuladores e seres de baixo calão intelectual, com alta disposição para fingir, vão se mantendo imunes. Eco.

Situações repetitivas
A falta de respostas sobre as melhorias reivindicadas torna a situação, ainda mais, indignante. Era fato anunciado que depois do oba-oba do consumismo, o excesso de dívidas e a falta de planejamento trariam resultados chamados popularmente de crise. O desconhecimento das leis favorece a ação dos espertos. Percebe-se, com frequência, o péssimo uso da informação para manipular e favorecer interesses pessoais.

Gente mal educada
O acesso à tecnologia mostra a de falta de educação em ambientes coletivos. É incrível o desrespeito motivado pelo vício do celular. As pessoas ignoram que em locais públicos a educação deveria ser favorecida. Pais cansados das múltiplas rotinas demonstram exaustão por todo o canto. Supermercados, shoppings, praças públicas se tornam palcos para espetáculos que revelam o despreparo para essa fase desafiante da vida. De gritos, passando por birras de todas as formas, até ao desrespeito, esses comportamentos revelam uma necessidade urgente de reavaliar o papel da família na educação do indivíduo.

Lost
Levantar de madrugada, correr risco em estrada, pagar pedágio, ficar uma hora esperando, tudo isso porque Uberaba continua sem valor para os investimentos das empresas de transporte aéreo. E não é, apenas, pelos ares, mas as logísticas rodoviárias, também, estão com preços inacreditáveis. Para ter uma ideia é mais barato viajar em distâncias maiores do que para os municípios vizinhos, quando se calcula o preço pelo quilômetro rodado. Claro, que especialistas explicam essa precificação, afinal quem paga todo o custo é o consumidor.

Marginalidade cheia de justificativa
A velocidade da via é de 60 quilômetros e o motorista insiste em ocupar as duas faixas a 20 por hora. Por que a criatura não vai a pé? A ruindade no trânsito de Uberaba só pode ser crônica. Dona de uma das maiores frotas do estado a cidade pena com pedestres, motoristas e motociclistas absurdamente despreparados. Tem de tudo, a rodo, em todo canto. Falta consciência, educação, conhecimento, preparo, experiência… Ufa! Dá para escrever um livro.

Crônico
Cada dia cresce o número de afastamentos, internações. Agiganta a venda de ansiolíticos. E pode apostar que o trânsito exerce papel de destaque no surto populacional. É triste viver numa época que precisa ficar controlando as pessoas para que elas façam o óbvio. Precisa de repressão, de multa, de ficar repetindo para não parar em mão dupla, para não ultrapassar pela direita, para não pegar a via oposta e depois tentar bancar o espertinho, para seguir a velocidade. Que chatice deixar perpetuar uma humanidade, feita de uma massa em maioria, que sequer consegue manter o mínimo de respeito.

Considerações matutas
Nascer e viver no interior de um país nos dá raízes distintas das que têm o homem metropolitano. Nem melhores, nem piores, diferentes, apenas. O “Ser Caipira” é crédulo, é bondoso, sabe dar valor. E essas características, apesar dos deboches que as consagraram como motivo de piada, as transformando em estigmas, nunca são motivo de vergonha. Ao contrário, são fortalezas das quais se devem orgulhar aqueles que as nutrem. Existem nuances de cores e de sabores guardadas em algum pedaço de nós que somente se revela transpondo o olhar quando somos tomados por essa condição. Um pulsar festivo que traz consigo todas as respostas. Algumas pessoas se apaixonam por coisas, bens. Outras por experiências, ambientes, profissões, dinheiro, poder. Tem, ainda, os que são apaixonados por si. Tem pessoas que se apaixonam por outras pessoas. E é preciso de muita coragem para traçar o limite, sempre tênue, de quantas dessas questões estão interligadas nesse despertar. Mas seja o que for, jamais sinta vergonha de suas raízes. Elas são seus sustentáculos, mesmo que pareçam ser merecedoras de pouca admiração.

Evolução desperdiçadas
Estamos incoerentes nos critérios. Ora somos vítimas, ora algozes. Ficamos no papel de condenados e condenadores. E nessa seara de desafios estamos mais longe de reconhecer que não soubemos interpretar outro significado, outra palavra: respeito. Aplique a análise “SWOT” nessa ideologia e há de reconhecer a fraqueza e a ameaça dessa condição.
Pensa-se que a distância do entendimento reside em mais uma junção de sílabas. Palavra conhecida, mas difícil de ser praticada: aceitação!
Tolerar é, antes de tudo, aceitar! Eis a força e a oportunidade de transformação.
Às vezes é na hora do sim, outras em tempos de apologia ao não, nem sempre se embute nessa escolha a firme decisão pela aceitação. Nem sempre, recebe-se com agrado a artista que envelhece, os migrantes que seguem, a cor da pele, o amor que nunca existiu que a mentira revelou…
Permanecemos anestesiados assistindo o horror como espetáculo e apontando dedos para dizer verdades incompletas esquecendo que somos parte de um todo e que essas pequenezes nos mutilam como sociedade, nos afastando mais da nossa chance de humanizar…
O natural sempre foi uma resposta estratégica. Uma flor aceita a própria condição, não concorre com a outra no jardim, nem tão pouco inveja o pássaro que vem lhe visitar com sofreguidão. O verde e o azul convivem em harmonia desde os primórdios da criação. Diante desse pensar, fica inevitável apontar que a resposta para essa esquizofrenia que aumenta o nosso medo é: precisamos reconhecer a importância da falta de semelhança.
É o diferente que nos encanta. É quando lutamos pela troca do sós, por nós! Mas nem sempre há resistência no que parecia intransponível…
Abraços. Fabiana Silbor

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