Fabiana SilborSocial

Fabiana Silbor

Bem-vindo!
Bem-vinda!
O primeiro semestre se vai, se esvai, se deixa acabar.
Um novo mês há de chegar, tomara!
A gente nunca sabe a data de validade.
Se essa consciência fosse unânime, quem sabe seríamos mais humanos.
2019 nunca esteve tão perto.
E nós, tão longe, da compaixão.
Mas, um upa aos otimistas de plantão.
No agrupamento superlotado dos sem-senso, há resquícios de boa intenção.
Esperança no cardápio de domingo e ditames nobres no coração.

Um ano é muito ou pouco?
Pode ser tudo.
Pode ser nada, diante da imensidão que se merece ter, ser, viver.
Sentimento puro derrama das palavras.
Conceitos foram feitos para delimitar.
Afeto para transbordar.
E quando a prioridade da vida é um espetáculo cada dia o show vai abençoar com todas as raridades para se conjugar o verbo amar.
Há teorias que se casam com a prática e nessa empreitada exclusiva ser lego é a maior celebração. Que presente, nessa existência, pode ser mais valioso que o encaixe do coração?
Histórias da Zebulândia, que ninguém conta, ainda, não…
Uma pessoa brilhante é sempre transloucada? Que circo dos horrores se debruça sobre o ser humano quando ele precisa mostrar superioridade? Por que quem nasce com algum talento busca contrários para se atracar? De preferência se for com aplauso raso?
Temos inúmeros exemplos de pessoas famosas, anônimas, destacadas, retardadas, que agridem outras em troca de que mesmo? Um prenúncio de perfeição fajuta? Explicitamente, a técnica detém defeitos.
Por mais consciente de todos os passos de uma composição há sempre um tropeçar. Aprendamos a despir desse perfeccionismo latente. Tem tempos que é melhor ser uma folha. Tem centenas delas, mas cumprem um papel decente.
Folha nasce, brilha, balança ao vento. E, se ninguém a arrancar vai envelhecer no pé, cair, secar e virar pó. Matéria orgânica absorvida pelo solo que ficará fértil de novo e assim nascerão mais…
As frases do mundo nos faz pensar. De novo estou à deriva, como há tempos anteriores quando pensava: “é melhor morrer à míngua e manter a dignidade ou viver às favas, com diplomáticas moedas de ouro e aguentar os lunáticos?” Folhas, folhas… verdes, em branco…
Plateias, às vezes, são, às vezes, não. Tem coletivo que é covil. Massa manipulada assiste a tudo inerte. Fazendo parte do espetáculo, gritando, sem ter o que dizer. Andam todos muito ocupados numa autoanálise sobre as particularidades outrora e as próprias concessões. Outrem a hipocrisia é vacina.
O sol nasce, ali na esquina, um doido, de muitos talentos, provocou dor, de novo, noutro coração. Talvez se o moço não tivesse sofrido com essa aberração sairia ileso de mais um sintoma de venda da própria vida. Duro é quem acredita que é mestre, mas nunca foi um exemplo disso.
E lá estavam pilares de progressão, sapiências tantas que ficou difícil traçar a progressão. Ninguém disse o que queria. E se foram pela Zebulândia como rifas de papelão.
O povo se contenta em voltar à rotina de sorrisos aprendidos. O velho sábio nunca vai entender que toda sua grandeza é miséria diante da falta de educação. Dialético isso. Tanto conhecimento e nenhum acumulado em tantos anos foi suficiente para traduzir de maneira compreensível o que significa respeito. E assim caminha a humanidade. Dizem que sem gente não tem jeito. Com gente, por enquanto, também, não.

Viva o domingo! Viva!
Fabiana Silbor é palestra, é professora, é comunicóloga, é feliz.

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