Fabiana SilborSocial

Fabiana Silbor

Bem vindo!
Bem vinda!

É carnaval
Agora todo mundo: As águas vão rolar.
Literalmente.
Tapetinho puxado ali, denúncia aqui, processinho ali…
O que é fato mesmo mora no silêncio, que nem é dos inocentes.
E o reinado de momo toca um sambinha para Arlequim costurar retalhos de revezes.
Deixa as águas rolarem…

Bancando o personagem
O uso de máscaras tem origem na cidade italiana de Veneza no século XVII. Os nobres usavam para manter o anonimato e aproveitar o carnaval na rua. Esta tradição foi para Portugal e depois chegou ao Brasil onde é mantida até os dias de hoje. Inclusive, depois que acaba a folia. Afinal, é um tanto de gente poderosa fingindo ser do povo.

Livramento
Março chegou em ritmo de folia. O verão vai fechar com confetes e serpentinas. E a massificação dos padrões contribui para a ilusão de que a cobiça oferece positividades. E o indivíduo, vítima dos vampiros modernos (invejosos), desgasta todo o potencial tentando impedir o ataque. Mas, a luta entre o bem o mal jamais vai terminar. A questão é escolher de que lado quer ficar. Da falta de certezas que nos atingem, uma veracidade ninguém duvida: validade é para produtos. Gente nunca sabe o dia que vence. Então, o que se apresenta como desprezo hoje, pode, na verdade, ser um passaporte para dias melhores. Levanta e anda.

Relacionamentos de hoje (de ontem, de amanhã…)
Sou fã de gente inteligente. A música “Linda Morena” feita na década de 30 já predizia a famosa “fila andou”. Lê isso: “Teu coração é uma espécie de pensão. De pensão familiar à beira-mar. Oh! Moreninha, não alugues tudo não. Deixe ao menos o porão pra eu morar”. Gente. Povo moderno, que fala, né? O autor conseguiu de um jeito incrível contar a história da humanidade.

Voar rumo à felicidade
Quando se reconhece que viver é para poucos, adota-se a elegância de continuar com desapego. A verdade está no coração de cada um. Ninguém alcança. O outro será sempre um expectador. A vida, como sentimos, só acontece dentro de nós. E se tiver que dar alguma resposta, apenas seja poético. Nessa hora, honre Mário Quintana “Todos estes que aí estão atravancando o meu caminho, eles passarão. Eu, passarinho!”.

Quem jura é quem mais mente
Os eventos na Zebulândia andam amargando com atrasos de lideranças que deixam a plateia de castigo para depois pegar carona na chatice de discursos vazios e intermináveis. Falar em público é uma das coisas mais difíceis. Quem se propõe ao fato deve, no mínimo, se preparar levando em consideração que o ouvido da outra criatura não é bispote.

E muitas vezes, nós tivermos que rezar
Uberaba está o cenário perfeito para gravar o clipe de Allah-Lá-Ô. Vai, até, sobrar figurante. Nesse fim de semana alguns vão percorrer tudo quanto é ensaio de escola de samba para marcar uma presença básica. O calor queimando e o povo batendo perna. O problema é que, para usar a música como trilha sonora, teria que mudar a letra. O sol estava quente e queimou a cara de pau… Só se for. Fica sem rima, mas combina.

O ritmo do Blocão
“Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!
Não vai dar?
Não vai dar, não?
Você vai ver a grande confusão…”. Quem fez essa marchinha nunca acertou tanto na capacidade de ver o futuro. No Brasil, que historicamente tudo começa depois do carnaval, vai ver de camarote a treta desfilando. Figurões em queda, sem poder, sem moeda, prometem revelar maracutaias dos bastidores. Recebam verdades.

A pessoa aceita se comercializar até fiado
Morto intelectual é mato nessa cidade. A “Zumbilândia” feita de gente que prefere sucumbir a pensar virou moda. E assim, sem outro feito para se manterem em seus postos (conquistados sabe Deus como), esses indigentes da inteligência sustentável vão humilhando seus subordinados tentando impor suas derrotas como vãos. Viva a liberdade de ser, sem se vender. E cuidado com quem esta barganhando tanto, que vive que nem prenda em leilão.

Feliz carnaval.
Que sua vida seja uma folia de alegrias multiplicadas.
Confetes coloridos saibam sair de ti como sementes para nutrir jardins com boas obras.
Serpentinas signifiquem partes enredadas que formam um emaranhado protetor.
Que sua festa seja diária e sua escola seja feita de saber verdadeiro e nobre.
Ao ganhar as avenidas do ser, desfile pelas suas veias a coragem de romper com as podridões.
Faça blocos de união, amor, confiança, esperança e solidariedade.
Vista fantasias que lhe façam bem, sem importar com o olhar de ninguém.
Quem te ama, te respeita.
Nesse feriado aceite seu crescimento.
Renasça das cinzas e compreenda sua missão.
Viva! Viva mesmo.

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