Fabiana SilborSocial

Fabiana Silbor

Bem vindo. Bem vinda!
Dessa vez Tom acertou e águas de março fecharam o verão.
E a nova estação chegou amena, mas o pedido de manter aquecidos os corações permanece.
O primeiro trimestre, com suas ilusões que nascem nas férias e morrem nos exageros momescos, se vai.
Entre areias e confetes, muitos tributos, tragédias, negociatas, crimes e uma anestesia, que incomoda quem, ainda, resiste às seduções de uma humanidade rasa, viciada em ápices de prazeres instantâneos.
O relógio roda, as cabeças drogadas, licita ou ilicitamente, também. E inquietudes ficam sufocadas por avalanches de informações. Mas, chega um tempo, que se o absurdo fica comum é preciso reagir.
O simples ficou perigoso.
Por exemplo: se um celular na mão é uma arma, quem não sabe atirar…
Por isso é tão importante respeitar a ciência de cada um.
As pessoas estão morrendo.
E a dor que arde o peito não é notícia.
Essa mesma dor que mata, tira de outros sentimentos valiosos.
Achar normal disseminar mentiras, imagens de pessoas em situações extremas, um lado só da história… é crime, se não legal ou moral, pode ter certeza que espiritual.
Pensar que a “maldita fama” de segundos pela imagem ou o vídeo circulado te faz especial é ultrajante.
Quem mostra e quem compartilha estão no mesmo barco da desonra.
E, em tempos de tanto absurdos, é bom lembrar que ninguém está a salvo de passar pela mesma tragédia, por isso antes de clicar para assistir tanta dor pense em quem você quer ser nessa vida e pare de justificar suas fraquezas com a frase “todo mundo faz”.

Diminua as inseguranças
Você só ganha se escolher ser bacana.
E essa decisão precisa de bondade e empatia.
Reconheça o que as pessoas fazem por você.
Tenha filtro para decidir o que guardar.
Entenda o outro com um olhar de compreensão honesta.

Diminua suas carências.
Quanto mais consciente das próprias limitações e potencialidades, mais capacidade de adotar medidas justas.
Reveja as fofocas como oportunidade de ajuda.
Entenda que causa infortúnio é uma colheita muito triste.
Prefira ser lembrando como quem ensinou a evolução.

Diminua as desconfianças
Na maioria das vezes os acontecimentos são diferentes das expectativas.
Porque a vida tem ritmo próprio e as pessoas são plurais.
Faça o melhor. Seja melhor. Promova melhorias.
E compreenda que o tempo do outro é diferente do seu.
Às vezes temos encontros, que nos permitem viver o que queremos.
Às vezes não. E se nesse momento a decisão é diferente da sua: respeite.

Aumente a autenticidade
Faça uma autoanálise verdadeira. Reconheça suas fraquezas.
E seja capaz de elogiar o outro verdadeiramente.
Determinados jogos são necessários, mas precisam de um tempo limite.
A vida é mesmo curta e muito preciosa para passar o dia todo em conchavos e picuinhas. Há muito mais a ser feito pela felicidade. E quando o mundo der voltas, a gente se orgulha das decisões nobres, que tomamos, mesmo que sejam combatidas pela maioria, que está iludida com o capitalismo arrojado.

Aumente a alegria
Sorrisos compartilhados sempre serão melhores do que invejas.
Zelos sinceros sempre serão melhores do que manipulações.
Ética sempre será melhor do que corrupções e vinganças.
Amigos sinceros sempre serão melhores que interesseiros.
Realizar os sonhos com quem se ama é fruto dessas escolhas no dia a dia e sempre será melhor cuidar da própria vida do que da alheia.

Aumente a equidade
O que fazemos de bem a nós retorna.
Mas vai além. Volta, também, para os nossos.
E isso é, ainda, mais importante.
A atenção aos nossos posicionamentos é preciosa.
Esse cuidado assiste nossas necessidades e de quem amamos.
Quando enfrentamos desafios devemos examinar, ante de tudo, nossas consciências.

Aumente a coragem
Por segundos com menos embates e mais acolhidas.
Por minutos com menos críticas e mais elogios.
Por horas com menos provocações e mais união.
Por dias com menos acusações e mais entendimentos.
Por meses com menos falsidade e mais abraços sinceros.
Por anos com menos guerras e mais paz nas mentes e nos corações.
Por uma vida mais feliz.

Tempo…
Em um momento, quando você achar que, ainda, será cedo demais, tudo isso acabará. O poder ilusório do cargo, do conchavo, do dinheiro… E você estará pronto para partir, sabendo que levará, apenas, quem foi? Será um momento solitário. E talvez, aí você entenderá de fato o que significa a tristeza. Dizem que a gente vê um filme de tudo que fomos. Será que você vai gostar do seu? Será que você sentirá arrependimento de todas “as segundas chances” desperdiçadas? De todo o tempo gasto com pequenezes que poderia ter sido investido em amor ao próximo? Mas pode ser que você fique tranquilo. Em paz por ter cumprido sua missão. E reconheça que essa escolha esmiuçada em um cotidiano repleto de ameaças exigiu muito coragem em fazer o que precisava ser feito sem perder a humanidade e a busca valiosa da justiça, do caráter e da humildade.
Que bom que você esteve aqui e leu.
Agora já sabe que as escolhas podem mudar tudo.
Quem sabe compreenda, que só tem o “agora”.
E assim faça o melhor por você e pelo outro porque o “agora” é um tempo breve.
Então, viva o domingo. Viva!

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