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Falta de repasses à Supam é discutida em plenário da CMU

A Câmara Municipal de Uberaba (CMU) recebeu na manhã desta segunda-feira (9) a comissão de pais e direção da Sociedade Uberabense de Proteção e Amparo aos Menores (Supam).
Na ocasião foram abordadas as dificuldades que a entidade vem enfrentando por conta do atraso nos repasses financeiros por parte do governo estadual – o último foi realizado em julho de 2017 e o montante, sem correção monetária, chega a R$ 467 mil.
A vice-presidente da entidade, Neusa Venceslau, esclareceu que a falta de repasses pode afetar também a Escola Estadual anexa à Supam. “Quem está fechando, a princípio, é a Supam, e automaticamente a escola também terá que fechar. Como ela vai funcionar dentro de um prédio que o estado não paga?”, questionou.
Ela também demonstrou preocupação no que diz respeito à possibilidade de remanejamento de cerca de 400 alunos, caso a sociedade e a escola sejam fechadas. “Eles vão ser remanejados para escolas que têm salas ociosas, ou seja, eles não vão levar o nome da Supam, porque o nome da Escola Estadual Supam não lhes pertence. Essa escola existe há anos. Então, é uma longa parceria. Não é de hoje”, enfatizou.
O professor Carlos Aberto de Godoy esteve no plenário a pedido do secretário de Desenvolvimento Social, Marco Túlio Azevedo Cury, e do prefeito Paulo Piau, e reconheceu a importância dos serviços prestados pela entidade. Ele afirmou também que os recursos repassados para a Supam por parte da Prefeitura estão em dia. “Entendo que é preciso uma solução imediata, mas também entendo que o governo do estado precisa pagar aquilo que deve”, pontuou.
Todos os vereadores se posicionaram a favor da instituição. A ausência da Superintendente Regional de Ensino, Marilda Ribeiro (justificada por ela por motivo de viagem realizada a Belo Horizonte para tratar do assunto), e a falta de posicionamento do governo estadual foram criticadas.
Na ocasião, foram aprovados os requerimentos que serão enviados ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e ao secretário de Educação, Wieland Silberschneider, cobrando explicações.
A escola, que completa 60 anos em 2019, corre risco de encerrar as atividades caso a situação não seja normalizada.

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