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FCU acompanha Folias de Reis para registros de Salvaguarda

A Fundação Cultural de Uberaba (FCU), por meio da equipe técnica do Setor Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Sempac), iniciou neste sábado (5), o cronograma de acompanhamento das festas de Folias de Reis, em Uberaba, que se intensificam em janeiro e acontecem durante todo o ano. O objetivo da equipe, nas visitas in loco, é realizar registros fotográficos, filmagens e entrevistas com os integrantes das companhias, para atualizar os cadastros e efetuar a salvaguarda da manifestação cultural, que é Patrimônio Cultural Imaterial do município e também do Estado.
Ontem, ocorreu a Festa da Companhia de Reis da Baixa. Já neste domingo (6), será a Companhia de Reis do Adalto Cardoso, no Salão de Festa do bairro Frei Eugênio, a partir das 10h. A historiada do Setor Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Sempac), Maria Aparecida Manzan, fala sobre a necessidade de a equipe técnica fazer o acompanhamento das festas.
“Esse registro de salvaguarda acontece todos os anos, já que as Folias são registradas como Patrimônio Imaterial Cultural de Uberaba e do Estado de Minas Gerais. A meta é perpetuar a cultura das Folias de Reis, não deixar cair no esquecimento com o passar dos anos”, explica Cida Manzan.
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Uberaba é oficialmente o município com o maior número de grupos de Folias de Reis cadastrados em Minas Gerais e no Brasil. O levantamento teve grupos de 285 municípios cadastrados, abrangendo todos os 17 territórios estaduais demarcados pela atual gestão. Uberaba já tem cerca de 140 grupos catalogados.
O presidente da Fundação Cultural, Antônio Carlos Marques, destacou que encontros e ações como estas auxiliam a Fundação Cultural na preservação e no registro de salvaguarda das manifestações culturais. “Ficamos muito satisfeitos que as pessoas busquem e participem das manifestações culturais, que a cultura popular possa ser cada vez mais difundida e fortificada por meio de políticas públicas que deem subsídios para que as tradições sejam protegidas e valorizadas. É dessa forma que a tradição permanecerá viva na nossa cultura”, pontuou o presidente.

As Folias de Minas Gerais – De acordo com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), as Folias de Minas foram registradas como Patrimônio Cultural de Minas Gerais, em 6 de janeiro de 2017. Também denominadas ternos ou companhias, as folias são manifestações culturais e religiosas cujos grupos se estruturam a partir de sua devoção aos santos como: Reis Magos, Divino Espírito Santo, São Sebastião, São Benedito, Nossa Senhora da Conceição, entre outros. Geralmente são formados por cantadores e tocadores, podendo apresentar personagens, como reis, palhaços e bastiões, que visitam casas de devotos distribuindo bênçãos e recolhendo donativos para variados fins. Apresentam características regionais e as indumentárias variam, podendo ser encontrados foliões que utilizam trajes militares, vestes de palhaço, máscaras ou roupas comuns. Os instrumentos que conduzem os cantos são viola, violão, cavaquinho, pandeiro, bumbo, sanfona e caixa. Possuem como principal elemento simbólico a bandeira e organizam-se a partir de ritos, como o giro ou jornada, encontros, festas e cumprimento de promessas.
A tradição, de origem ibérica, faz parte das celebrações mais antigas e difundidas no estado de Minas Gerais e no Brasil, e, ao longo dos anos, foi se tornando componente de considerável importância na construção do imaginário, identidade e memória individual e coletiva dos mineiros. As Folias reúnem em torno de si diversas práticas culturais, saberes, formas de expressão, ritos e celebrações, representando uma parte importante do patrimônio cultural mineiro.

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