Veículos

Ford perde fôlego no mercado brasileiro

Após anúncio do fechamento da fábrica do ABC, Ford cai para a 6º posição no ranking das mais vendidas em março

Difícil saber os reais reflexos de um anúncio como o realizado pela Ford em 19 de fevereiro, quando comunicou o encerramento das suas operações em São Bernardo do Campo (SP), mas os números deste início de ano deixam claro a perda de espaço da marca no mercado brasileiro.
Com participação em queda no ano, a Ford despencou duas posições no ranking das marcas mais vendidas no Brasil em março. Suas vendas caíram 16,8% no comparativo com o mesmo mês do ano passado, quando era a quarta colocada, e assim encerrou o mês no 6º lugar, sendo superada pela Renault e Toyota, que ficaram, respectivamente, na 4ª e 5ª posições. Os dados foram divulgados esta semana pela Fenabrave e têm por base os números do Renavam.
No trimestre, a Ford emplacou volume 3,4% inferior ao do mesmo período de 2018, ante alta de 10,1% do mercado total de automóveis e comerciais leves. Suas vendas no comparativo interanual baixaram de 49,7 mil unidades para 48 mil no período e, com isso, a marca estadunidense encerrou o trimestre na 5ª colocação, atrás da francesa Renault, que ampliou vendas em expressivos 29,3%, para 51,3 mil unidades, conquistando participação de 9,6% no mercado em março.
O Fiesta, que deixa de ser produzido este ano por causa do fechamento da fábrica do ABC paulista, é o 48º colocada no ranking por modelo no trimestre, com apenas 1.842 unidades comercializadas no período. Em março, ele nem aparece entre os 50 mais emplacados no País.
Em contraste com a retração nos negócios da Ford, todas as cinco primeiras colocadas deste ano ampliaram vendas no trimestre. A líder General Motors emplacou 106,4 mil veículos, 15,8% de crescimento, e a Volkswagen, a vice-líder noperíodo, total de 83 mil unidades, alta de 7,1%. A Fiat cresceu 23%, para 78,8 mil emplacamentos, índice que foi de 29,3% no caso da Renault e de 10,2% na marca Toyota (47,3 mil unidades).

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