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Fusões e aquisições crescem 14,7% em MG

Minas Gerais registrou 39 fusões e aquisições entre janeiro e setembro deste ano, aumento de 14,7% ante igual período anterior, quando foram apuradas 34 operações. O índice é quase 15 vezes superior ao crescimento de 1% verificado nas negociações empresariais no Brasil na mesma base de comparação. No período, as fusões e aquisições saltaram de 464 para 470. Os dados fazem parte de um relatório da PricewaterhouseCoopers (PWC) divulgado em outubro.
Os números apontam para um provável indício de recuperação econômica, especialmente em Minas Gerais, conforme afirma o sócio da PWC e especialista no segmento, Rogério Gollo. “Minas tem vocação tradicional para mineração, siderurgia e café, mas há pelo menos dez anos tem intensificado os investimentos em segmentos diferentes, como fintechs e tecnologia da informação”, diz Gollo, que também é um dos responsáveis pela pesquisa.
Somente no mês de setembro, foram anunciadas 59 transações. A pesquisa mostra que, de janeiro a setembro de 2018, 67% do interesse dos investidores se concentrou na região Sudeste, com 317 transações registradas, duas a menos que no mesmo período de 2017 (-0,6%). O mês de setembro registrou aumento de 3% nas transações na região: 37 em 2018, contra 36 em 2017.
Conforme o coordenador de Economia do Ibmec, Marcio Salvato, em momentos de crise, como o atual, as fusões e aquisições costumam acontecer quando alguma empresa não está bem das pernas.
“É uma questão de oportunidade. Se alguma empresa estiver à venda com preço menor do que o de mercado, é possível que outra companhia a adquira. Isso costuma acontecer quando a empresa que vai comprar avalia que o setor da que será comprada vai melhorar no curto prazo. É um investimento que costuma dar certo”, afirma.

Na prática

Em maio deste ano, por exemplo, o grupo Café 3 Corações, líder brasileiro no mercado de cafés, comprou a concorrente do Norte do país Café Manaus. O valor não foi informado. Essa foi a quarta aquisição da marca desde 2016.
A empresa começou a comercializar os cafés, filtros e instantâneos da marca amazonense no mês seguinte, em junho, quando iniciou a construção de nova fábrica em Manaus. A planta contará com um sistema de alta tecnologia, além de centro de distribuição, com área de armazenamento ampliada para receber e movimentar todas as linhas de produtos do Grupo.
O grupo Utam, que oferece produtos e serviços do mercado cafeeiro, também contribuiu para o alto índice de fusões e aquisições em Minas. Em setembro, a marca comprou as operações no Brasil da portuguesa Kaffa, focada no desenvolvimento de cápsulas. Assim como no caso do grupo 3 Corações, o valor não foi informado.
No setor financeiro e de TI, o BMG realizou a aquisição de 65% da administradora de cartões Pago Cartões, também sem valores anunciados. O nome foi alterado de Cartões Pago para Granito.
No setor têxtil, a EmatexTextil realizou a compra minoritária de 27% da mineira MGM Produtos Siderúrgicos, especializada na produção de materiais metálicos para casa e construção, sem valores anunciados. Todos os dados citados acima são públicos.

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