Cidade

Há meio século, professor se dedica à missão de educar

Professor Newton Luís Mamede, um apaixonado pela profissão

“Avalio minha carreira hoje como vitoriosa, pois consegui sempre realizar o sonho inicial [de ser docente]”, diz o professor Newton Luís Mamede, de 71 anos, um apaixonado pela profissão. Há 51 anos, ele se dedica à sala de aula. Nesse meio século, foram cinco instituições de ensino onde lecionou, mais de 10 cursos diferentes e um número incalculável de alunos formados.
Com sonho e vocação para docência, a carreira de Newton começou cedo. Enquanto cursava o primeiro ano de Filosofia, já lecionava profissionalmente. “Decidi ser docente quando estudava o 3º ano do Ensino Médio, naquele tempo denominado Curso Clássico. Na perspectiva de prestar exame vestibular para curso superior, decidi pelo curso de Filosofia, já vislumbrando a profissão de professor”, diz.
Além da formação em Filosofia, Newton optou também por estudar Letras. Uniu o que aprendeu com as duas graduações em textos. Foram mais de 300 crônicas escritas por ele em sete anos. “Minhas crônicas eram de sátira e humor, terminavam com um episódio humorístico, mas sempre criticando e satirizando a sociedade, a política e as pessoas”, conta.
Dos 51 anos de profissão, ele avalia duas grandes realizações: “ver o tanto de alunos vitoriosos na vida e colecionar uma enorme quantidade de amigos, meus ex-alunos. É compensador encontrar um advogado, um engenheiro, um dentista, um jornalista, um professor, um médico, um padre, que foram meus alunos. É uma satisfação indizível”.
E é claro que, com os anos, as diferenças com relação à docência foram grandes. “O mundo mudou, as relações pessoais, familiares e sociais mudaram, e isso repercutiu na escola, na sala de aula. Mas o essencial continua o mesmo: ter o aluno como um ser em formação, para cuja vitória na vida eu, como professor, contribuí”, explica.
O professor finaliza deixando um simples recado: “gostar do que faz”. Para ele, é preciso ter competência profissional em todos os sentidos, a começar pela vocação. “Qualquer atividade profissional é digna e abençoada, se exercida com a devida vocação. Ser educador, ser professor não é uma atividade secundária, ou um “bico”, como se diz na gíria, enquanto aguarda o exercício de outra profissão. Não. Para ser professor, é preciso ter vocação para o magistério. O resto vem como consequência: estudar, dominar o conteúdo da disciplina que leciona, estudar sempre e cada vez mais, aprender o certo para ensinar o certo, ter educação e, acima de tudo, ser educador”, conclui.

Mostre mais

Artigos relacionados

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.