Estado de Minas

Minas Gerais entra em projeto de recuperação do cerrado

Minas Gerais é um dos estados brasileiros que já podem se beneficiar com ações voltadas para baixa emissão de carbono no bioma cerrado. O Projeto Paisagens Rurais, do governo federal, foi lançado para a conservação e restauração ambiental e promoção de práticas agrícolas que contribuam para o desenvolvimento sustentável, em especial a recuperação de pastagens degradadas.
A meta do programa é oferecer capacitação e assistência técnica a 4 mil propriedades rurais distribuídas em 53 bacias hidrográficas do Distrito Federal e mais nove estados selecionados: Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, São Paulo e Tocantins.
“Será de extrema relevância para Minas receber o Projeto Paisagens Rurais, que integrará os eixos entre o meio ambiente e a agricultura, e que visa trabalhar a sustentabilidade junto ao produtor rural. Além disso, teremos mais uma parceria para que possamos avançar nos esforços de implementação da Política de Regularização de Imóveis Rurais no estado”, destaca o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira.
Segundo ele, atualmente, Minas Gerais é o estado que possui “o maior quantitativo de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e tem os maiores desafios na execução desta política”.
Com o projeto, os produtores rurais vão receber capacitação e assistência técnica e gerencial continuada para a recuperação e conservação da vegetação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal. A proposta é também incentivá-los a adotar tecnologias de baixa emissão de carbono como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Recuperação de Pastagens Degradadas, implementando as exigências do Código Florestal Brasileiro, Lei nº 12.651/2012. Os proprietários serão capacitados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O projeto terá duração de cinco anos.
O “Paisagens Rurais”, lançado na quarta-feira (3/4), é coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro e pelo Ministério da Agricultura, Abastecimento (Mapa). Tem como parceiros a Agência de Cooperação Técnica Alemã – GIZ, o Senar, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e a Embrapa. A iniciativa tem apoio do Banco Mundial.

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