Economia

Pesquisa aponta que 93% dos varejistas registraram queda maior de 50% no faturamento

Cerca de 33% dos entrevistados informaram que demitiram em meio à crise do novo coronavírus

06/05/2020 05h00
Por: Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Depois do Poder Público anunciar medidas de isolamento social para

frear a propagação do coronavírus, no início de março, o varejo

passou a enfrentar uma das maiores crises dos últimos anos com o

fechamento de lojas e shoppings em todo o país. Um mês após essa

interrupção nas atividades a ALSHOP (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE

LOJISTAS DE SHOPPING) realizou uma pesquisa com os seus associados e

constatou informações como demissões, queda no faturamento e

incertezas diante da situação econômica em meio ao enfrentamento da

pandemia.

 

A pesquisa foi realizada com varejistas associados da ALSHOP entre os

dias 17 e 22 de abril e foi respondida por 104 empresas. Estas

companhias representam mais de 4 mil pontos de venda atuantes em âmbito

nacional, de diversos setores do comércio e serviço, como

alimentação, pets, calçados, vestuário, entre tantos outros.

 

A possível expansão dos negócios que estava prevista para este ano

já foi prejudicada seriamente. A pesquisa mostrou que 7% ainda mantém

os planos de expansão para 2020. Por outro lado, 52% dependem ainda do

apoio dos locadores dos estabelecimentos e condições de financiamento

para não fechar as lojas. Já 26% afirmou que vai esperar a reabertura

do comércio para reavaliar a expansão, enquanto 15% já definiu que

haverá fechamento de lojas.

 

De acordo com a pesquisa, em relação a reabertura dos estabelecimentos

comerciais, 65% dos lojistas são a favor da retomada com horário

restrito (12h às 20h), contra 14% que, querem a volta dos negócios em

horário normal e 21% não concordam em discutir o assunto neste momento

no estado de São Paulo.

 

A pesquisa da ALSHOP aponta que 68% dos entrevistados são a favor da

mudança do Dia das Mães para 12 de julho, mas 27% discordam dessa

medida e 5% preferiram não opinar.

 

Quanto ao acesso a linhas de crédito com juros reduzidos, concedidos

pelos Governos Federal e Estadual, somente 21% participantes da pesquisa

também informaram que procederam com o pedido, enquanto 79% informaram

que houve burocracia e demora nas respostas. O crédito em condições

especiais pode ajudar a reduzir os impactos negativos da crise e

favorecer o capital de giro bem como evitar demissões.

 

REABERTURA GRADUAL DOS ESTABELECIMENTOS

 

Neste cenário de retomada, são 38 municípios em todo o território

nacional já estão autorizados a reabrir como Barretos (SP), Resende

(RJ), Volta redonda (RJ), Betim (MG), Governador Valadares (MG),

Ipatinga (MG), Pouso Alegre (MG), Uberlândia (MG), Varginha (MG),

Apucarana (PR), Cascavel (PR), Foz do Iguaçu (PR), Ponta Grossa (PR),

São José dos Pinhais (PR), Cachoeirinha (RS), Canoas (RS), Caxias do

Sul (RS), Lajeado (RS), Pelotas (RS), Santa Maria (RS), Florianópolis

(RS), Itapema (RS), Águas Lindas (GO), Alexânia (GO), Luziânia (GO),

Catalão (GO), Valparaíso do Goiás (GO), Rondonópolis (GO), Várzea

Grande (GO), Campo Grande (MS), Três Lagoas (MS), Teixeira de Freitas

(BA).

 

  MEDIDAS PREVENTIVAS PARA CLIENTES E FREQUENTADORES:

 

        * Controle de entrada dos clientes com medição de temperatura e

higienização das mãos;

        * Limitação de quantidade de clientes conforme a capacidade do

empreendimento;

        * Nas praças de alimentação, implantação de postos de

higienização das mãos e maior espaçamento entre as mesas, bem como a

remoção ou interdição de bancos nos corredores;

        * Orientação visual aos clientes e frequentadores para evitar

aglomeração e incentivá-los a lavar as mãos, bem como, não andar em

grupos com mais de 5 pessoas.

 

  MEDIDAS PREVENTIVAS PARA OS COLABORADORES E LOJISTAS EM GERAL:

 

        * Expor informações claras sobre a quantidade máxima de clientes

nas lojas conforme a metragem do estabelecimento;

        *  Mapear a distância entre clientes com identificação nas filas

dos caixas;

        * Instalar placas de acetato nos caixas das lojas com abertura

inferior para a cobrança em papel moeda ou máquinas de cartões

devidamente higienizadas;

        * Fornecer aos colaboradores das lojas materiais de proteção

individual como máscaras, protetores faciais e luvas;

        * Adotar novos protocolos de higienização dos ambientes.

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