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Esporte

Sérgio Rodrigues é eleito presidente do Cruzeiro

Em eleição na quinta-feira (21), ele superou o adversário Ronaldo Granata, da chapa “Cruzeiro Primeiro”

23/05/2020 05h00
Por: Redação
Sérgio Santos Rodrigues é eleito o novo presidente do Cruzeiro - Foto: Jornal Hoje Em Dia
Sérgio Santos Rodrigues é eleito o novo presidente do Cruzeiro - Foto: Jornal Hoje Em Dia

Sérgio Santos Rodrigues, de 37 anos, é o novo presidente do Cruzeiro. Em eleição na quinta-feira (21), ele superou o adversário Ronaldo Granata, da chapa “Cruzeiro Primeiro”, e foi eleito ao lado dos vices-presidentes Lidson Potsch Magalhães e Biagio Pelluso para mandato que terá duração de sete meses - 1º de junho a 31 dezembro de 2020.

Sérgio Rodrigues, da chapa Centenário, venceu o oponente Ronaldo Granata com folga, com 269 votos contra 74. Houve ainda sete votos em branco e um nulo.

O dia de eleição do Cruzeiro foi tenso. Muitos torcedores se aglomeraram na porta do Parque Esportivo do Barro Preto para protestar contra os conselheiros. O ex-presidente Zezé Perrella e o ex-diretor-geral Sérgio Nonato foram os principais alvos dos torcedores. O único ovacionado foi Pedro Lourenço, dono da rede Supermercados BH e patrocinador do clube.

Advogado, Sérgio tem longo currículo no Cruzeiro. Já foi assessor jurídico da presidência, superintendente de negócios internacionais e superintendente de futebol. Seu currículo também registra cursos na Universidade do Futebol e na CBF. Fiz um MBA de Gestão de Entidades Desportivas no Real Madrid.

Essa foi a segunda vez que Sérgio se candidatou à presidência do Cruzeiro. Na última eleição encabeçou a chapa apoiada pelos irmãos Zezé Perrella e Alvimar de Oliveira Costa, mas acabou derrotado por diferença de 35 votos para Wagner Pires de Sá.

 

Desafios do novo presidente - Sérgio Santos Rodrigues terá a missão de conduzir o Cruzeiro em um desafio inédito de sua trajetória: a Série B do Campeonato Brasileiro. O mandatário eleito terá a responsabilidade de organizar um time que começou mal a temporada e garantir que ele seja recolocado na elite do futebol brasileiro, mesmo tendo, possivelmente, que iniciar a competição com menos seis pontos em função de punição da Fifa por dívida contraída em 2016 e não quitada.

 

Dívidas emergenciais - E há outras dívidas emergenciais. O novo presidente precisará equacionar pendências com clubes do exterior, que cobram débitos na Fifa, para evitar perda ainda maior de pontos na Série B e até um iminente rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro. Vale lembrar que dois dias antes da posse, em 29 de maio, o Cruzeiro precisa quitar um valor em aberto pela compra do atacante Willian Bigode, hoje no Palmeiras. O montante está na casa dos R$ 11 milhões. 

 

Salários atrasados - Embora o Conselho Gestor, que assumiu a administração do Cruzeiro em dezembro, garanta que há possibilidade de pagar todos os salários de jogadores - duas folhas estão atrasadas - antes de 'passar o bastão', o novo presidente terá que restabelecer a segurança do elenco. Nos últimos anos, o clube viveu grande instabilidade financeira e não conseguiu honrar com os compromissos em diversas oportunidades.

 

Reestruturação de departamentos - Diferentemente de um Conselho Gestor, que já assumiu o clube com dirigentes orientados a realizar funções em departamentos específicos, o novo presidente precisará reestruturar cada uma das áreas, como financeiro, marketing, comercial, e encontrar novos profissionais. A escolha certeira será fundamental para que o clube consiga voltar a funcionar em sua plenitude. 

 

Nova gestão - Sem um diretor dedicado desde que Ricardo Drubscky foi promovido ao departamento profissional, as categorias de base do Cruzeiro precisarão ser reformuladas. Caberá ao novo presidente dar maior atenção à Toca da Raposa I, que poderá gerar receitas para ajudar o clube a sair do caos financeiro em que se encontra.

 

Projeto do centenário - Embora não tenha confirmação de que será o presidente do centenário, o novo mandatário do Cruzeiro ficará responsável por todo o planejamento para 2021, ano em que o clube completará 100 anos. Caberá ao presidente eleito viabilizar (até financeiramente) as comemorações, a criação de um possível museu ou memorial, jogo festivo, entre outras possibilidades de festa.

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