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Fabiana Silbor

Fabiana Silbor

Fabiana SilborFabiana Silbor é Professora Universitária, radialista, apresentadora de televisão, jornalista, palestrante, gestora empresarial, articulista e pesquisadora nas áreas de ciências sociais e empresariais. Referência midiática, ela está no Jornal de Uberaba há nove anos, com uma página que promove conteúdo exclusivo, reflexões modernas, complexas e com doses cítricas. Fabiana Silbor foi repórter e apresentadora das Redes Integração, afiliada Globo, e Bandeirantes de Televisão.

24/05/2020 05h00
Por: Redação

Bem-vindo

Bem-vinda.

Adeus maio de 2020.

‘Poemicamente’ sigamos esperante no recomeçar.

 

Por mais criaturas que cedem às resistências, filtros e temores. Que gostem da luz e

Energizem comunicações. Gente de palavras de forças doces. De obra de vivencias nutridas de comunicações sinceras. Gente que seja porto para as inseguranças e saiba trazer mais sobre as potencialidades evolutivas do ser.

 

Um céu tão azul aqui no cerrado...  

Espero que esteja feliz, daquelas felicidades que deixam sorrisos no canto da boca, no meio do nada, mas traduzem tudo. Todavia nos acordes sustenidos sintomas de saudade, teimosos... A pandemia mudou tudo para sempre. A brutalidade do real, que nos remete à lucidez crua.

 

 

Uma chuva tamborila as coisas nessa mineiridade “lenta”.

Tão diferente da tempestade que deságua em mim...

O ritmo veloz dessa construção me assusta, até porque tudo é novo. 

É um sentimento de reencontro todo estranho, verdadeiro e antigo. 

O que me deixa voraz para qualquer pedido, é lembrar que um ser em perigo é perigoso.

Queria, apenas, uma varanda para sentar e esperar o luar, sentir o cheiro de terra molhada...

Um olhar acetinado retomando a doçura guardada, desembrulhando meu brilho antes desfocado.

Inebriar com seus sorrisos meus passaportes...

 

Antes de tudo isso, eu era um outro tempo. Amanhecia sol e depois nublava. Recomeçava entre nuvens. Às vezes, desaguava minhas transformações; às vezes, aquietava minhas umidades. Mas, nessa Era ficou inevitável algumas tempestades. Mas as esperanças nos lembram que tarda, mas nunca falha, a tal da bonança.

Antes era uma estação de frias chegadas, de flores ensaiadas nas partidas, de mortes nos atrasos irreparáveis e rastros de mágoas; de calor morno nos abraços de reencontros. Eu era uma parada de duração variável... Estava feliz assim. Mas meus embarques já estavam lassos... 

Por onde passa a coragem, essa companheira, que, ainda, nos segue faminta de tanto apelo para que tenhamos força e doçura para continuar a desatar os nós?

E, nessa estrada estreita chamada de mundo, onde somos todos tão iguais validando nossas diferenças em prazos indefinidos, sigamos...

 

Nas nossas bagagens os chamados que calamos, a liberdade que gritamos. Cruzamos pontes milagrosas, identificamos temores, familiaridades inevitáveis... Paralisantes, recuadas e sedentas, enaltecidas pela superação, entrelaçamos.

  

  

De um tempo que nasce depois da perseverança, que nutre a alma de evolução.

E, sedutor, o existir me convence da partida e meus pensares assumem os dias. Desde então cronômetros mudaram para o meu peito: e o amanhã, será que vem? E, lá está a fé com seus conselhos: despoje de suas inquietações. Do que já se foi, pouco há além de interpretações, mas do que virá, ergueremos a máxima condição. Reside nessa força de ânimo um nascente latejante, de poentes doces, o orgulho de um passado sem fraquejar: a força reside na coragem de tentar! 

 

Mas estou querelante.

E nada me satisfaz!

Uma vertigem insana me desagrega.

Que  ânsia de horizonte, mar, respirar...

O que mais nos irrita traz consigo o que nos fortalece.

E quando observamos nossas insatisfações descobrimos nossos desafios.

Reconhecer nossos limites é escolher a nosso favor.

 

Contra essas inquietudes, use suas melhores defesas.

Olhar vitorioso. Sua competência humanizada.

Ah! Os benefícios bentos, da conspiração do universo...

Sua vida é um tesouro.

 

Só por hoje: ignore os inadequados. Mude o foco, o importante é você.

Lembre-se que essa brisa traz doçuras saudáveis.

Veja essas mãos produtivas e moldantes. 

Avante.

 

Abuse das melhores músicas, das verduras coloridas, dos sucos nutritivos.

Ouça os burburinho dos sonhos, coma o tempo com distrações motivadoras, beba o céu azul, o ar que te permite respirar suas capacidades, o movimento abençoado de viver.

 

E eu pensando, que por nada nesse mundo, nessa vida, ou em qualquer outra existência, seria uma doença a dizer não. Coronavírus e sua criação.

Ditames doces da ilusão.

Um rebeldia desconexa nutrida de uma ausência doída.

Nossa... dilacerante está meu coração.

 

Ela, ainda, tem suas preces...

Mas assiste serena a composição dos vieses que transformou em rotas.

As reticências?

Essas sim tem vida própria.

Tornaram-se minhas companheiras compulsivas.

Atropelam minhas frases, meus pensares.

Também, como saber o que virá... (eis que elas assumem).

De ponto final nessa história reside minha certeza.

Na teoria da distância, o desentendimento de interpretações precisam de laços.

 

Esse é um tempo de delicadezas. Viva.  Fabiana Silbor

 

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