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Cláudio Humberto

“Não tinha outra alternativa. Era ele ou os senhores”

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Cláudio HumbertoCláudio Humberto Rosa e Silva é um jornalista brasileiro, colunista e editor-chefe do Diário do Poder, responsável pela ascensão de Fernando Collor de Mello no cenário político nacional. Sua coluna é reproduzida em jornais de todo o Brasil.

22/08/2019 06h00Atualizado há 1 semana
Por: Redação

“Não tinha outra alternativa. Era ele ou os senhores”

Wilson Witzel, governador do Rio, aos sequestrados sobre a morte do bandido

 

Bandido morto, e já começou sua ‘vitimização’

O Brasil assistiu nesta terça (20), ao vivo, pela TV, a transmissão de um dos crimes mais covardes: o sequestro de pessoas. Um criminoso mantinha reféns 37 pessoas em um ônibus, no Rio de Janeiro. Não havia dúvidas sobre o crime e seu autor. O desfecho aliviou a todos: bandido morto, todos os reféns salvos. Aí começou a “vitimização” do criminoso, tratado apenas como “suspeito” em diversos círculos. 

 

Lágrimas pelo bandido

Não se respeitou nem mesmo a alegria dos que ficaram aliviados, como se exigisse que o País derramasse lágrimas pelo bandido morto.

 

Heroísmo questionado

O atirador de elite exerceu a Legítima Defesa de Terceiros, como prevê a lei, salvando 37 vidas. Mas já há quem questione sua ação heroica.

 

Descriminalizar geral

O “País da impunidade” tem dificuldade de punir criminosos, e ontem mostrou que mais um pouco e pedirá a descriminalização do sequestro.

 

Síndrome de Estocolmo

Não deve ser levado em conta o refém que diz não ter sido ameaçado pelo bandido. Especialistas chamam isso de “síndrome de Estocolmo”.

 

Seis meses garantiram prisão de petista Haddad

Condenado a 4 anos e 6 meses por crime de caixa 2 sete anos depois, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) poderia se livrar da prisão se a condenação fosse apenas seis meses menor. É que vigora no País da Impunidade a regra segundo a qual condenações de até quatro anos de reclusão são convertidas em penas alternativas, como pagar cestas básicas, trabalhar em instituições beneficentes etc. Ele foi condenado por usar em sua campanha dinheiro da empreiteira UTC, da Lava Jato.

 

Saiu barato

Dois cúmplices de Haddad foram condenados a prisão de 9 anos e 9 meses (dono da gráfica) e 10 anos (João Vaccari, ex-tesoureiro do PT).

 

Pena é a chave

Ao recorrer da decisão do juiz Francisco Carlos Inouye Shintate, o petista Haddad precisa torcer pela redução de sua sentença.

 

Sorte grande

Haddad levou sorte: foi inocentado dos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, em geral indissociáveis do caixa 2.

 

Deu tudo certo no Rio

Wilson Witzel fez muito bem ao comemorar o desfecho do sequestro de ônibus. Deu tudo certo: o trabalho irrepreensível da sua Polícia Militar salvou 37 pessoas que saíram cedo de casa para ganhar a vida.

 

Humor na feira

Maurício Fruet era uma figuraça. Sem mandato, em 1994, resolveu reformar sua loja, em Curitiba. Vestia roupas velhas e metia a mão na massa. Certo dia, foi caminhando da obra ao escritório. Encontrou um velho amigo, que pareceu chocado com sua roupa surrada. Fruet resolveu pregar uma peça: “A coisa não está boa. Perdi a eleição, estou desempregado, mas vou tocando: vendo laranjas na feira...”

Compadecido, o amigo enfiou discretamente em seu bolso uma nota de cem reais. No dia seguinte, às gargalhadas, Fruet o convidou para jantar e pagou a conta usando a mesma nota.

 

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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