Artigo

Arahilda Gomes Alves

Cadeira 33 ALTM; membro Academia Poetas Portugueses e Academia Letras e Artes Portugal

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31/05/2020 05h00
Por: Redação

Mais um dos três Bs famosos da Alemanha

Segundo seu biógrafo, todos os compositores que sucederam a Beethovenn, tem peregrinado até o seu mausoléu, onde viveu em Viena, o resto de seus dias. Schumann, que sofria de depressão, aconselhado por seu médico, o fazia e se postava diante da estátua do grande “Arquiteto das Sinfonias”. 

Descendia de holandeses nascido em Boom, na Alemanha em 1770.Recebera o nome do avô, Ludwig, maestro de capela.  No seu sobrenome, o- Van-não indicava nobreza. E o Beethovenn, em holandês, “horta de beterrabas”. Seu professor dizia que, aos dez anos, Ludwig dominava todo o repertório de Bach apresentando-o como um segundo Mozart. Aos treze anos, compusera três Sonatas, quartetos para piano e cordas e alguns lieders, que são canções.

Seu príncipe tutor enviou-o a Viena para estudar, regressando logo, com sua mãe   agonizante. Lá, conhecera Mozart, já doente, a compor sua última ópera-Dom Giovanni. Haydn o convidou a retornar a Viena com quem estudara.

Aos poucos, suas obras testemunhavam sua personalidade. O sucesso profissional estourara no século XVlll. Sua primeira Sinfonia, compôs com menos de trinta anos. O amor lhe surgira por uma jovem de dezessete anos dedicando-lhe a Sonata Clarão da lua. Tempo das grandes composições como Fidélio, sua única ópera, descrevendo a exaltação do amor conjugal. E as Sonatas para piano Apassionata e a Patética, seus Concertos e a Quinta Sinfonia, quando aos trinta e dois lhe surgira uma surdez progressiva.

Desabafou em seu Testamento, de que não poderia confessar às pessoas seu defeito, quando mais precisava que fosse o de maior perfeição! Ante o desespero, quase pôs fim à vida. De comportamento inoportuno, não permitindo que entrassem em seus aposentos com pratos de comidas cobertos, tinta derramada no piano e até se esquecia de se alimentar. Também, queixava--se não ter como sobreviver, sendo que depois de sua morte, acharam grande quantia numa gaveta secreta de sua mesa de trabalho.

Gênio violento, brigava com seus criados, bondoso, porém. A carência afetiva levou-o a se fechar em casa e sua amargura se acentuara com os problemas que lhe dava o sobrinho Karl, que criava, sufocando-o com seu amor, mas nada prático, esquecendo-se de lhe comprar roupas de inverno e de alimentá-lo, quando criança. 

 Numa discussão com Karl, saiu em meio à tempestade agravando sua saúde, que lhe custara uma pneumonia adiantando sua morte.

Seus biógrafos analisam suas nove Sinfonias como algo suave e furioso, simples e infantil, terna e áspera. Comparam-no em valor, tão alto quanto a Shakespeare. Apregoava: “A música é a revelação mais alta que a Filosofia”

 Em dezembro de 1827, seu cortejo fúnebre tinha 20.000 pessoas na cultural Viena, que criava gênios e depois davam-lhe as costas como acontecera a Mozart!

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