Saúde

Por que pacientes diabéticos entram automaticamente no grupo de risco

Nos últimos anos, com o aumento de casos de obesidade em adolescentes, cresce o número de portadores de diabetes tipo 2 nessa faixa etária

02/06/2020 05h00
Por: Redação

Hoje, mais de 13 MILHÕES DE PESSOAS convivem com a DIABETES NO BRASIL.

Isto representa, segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DIABETES, 6,9% da

população brasileira.

 

Segundo dados da FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE DIABETES, em novembro de

2019, 46% dos brasileiros entre 20 e 79 anos não sabem que tem diabetes

e prevê que ATÉ 2045, o BRASIL TERÁ 26 MILHÕES DE PESSOAS

DIAGNOSTICADAS COM A DOENÇA.

 

Outro fator a ser considerado é que as estatísticas mundiais mostram

que 10% da população com diabetes apresenta o tipo 1 (diabetes da

criança) e 90% apresenta o tipo 2 (diabetes do adulto). Nos últimos

anos, com o aumento de casos de obesidade em adolescentes, cresce o

número de portadores de diabetes tipo 2 nessa faixa etária.

 

O diabetes não tem cura, mas tem controle. Com um diagnóstico precoce,

o paciente pode até reverter a situação, diz a DRA. BRUNA MARISA ,

MÉDICA, PÓS GRADUADA EM ENDOCRINOLOGIA E MEDICINA ORTOMOLECULAR,

ESPECIALISTA EM EMAGRECIMENTO E MEMBRO DA SBEM.

 

Dito isso, podemos então partir para outro fator e este diz respeito de

como o diabético reage à infecções virais. Isto se dá porque com a

GLICOSE EM ALTA, a IMUNIDADE DA PESSOA DIMINUI MUITO e o risco de

complicações de uma infecção torna-se então o principal fator que

coloca os diabéticos em grupos de risco para o COVID-19.

 

Estudos recentes mostraram que 22,2% a 26,9% dos pacientes

hospitalizados por COVID-19 relataram viver com diabetes.

 

Para pessoas com diabetes tipo 2 com a glicose não controlada, o risco

de uma infecção e morte devido à baixa imunidade e outras

complicações como falência dos órgãos, complicações

cardiovasculares e prejuízos nos rins, pés e na vista, por exemplo, é

ainda maior.

 

Segundo informações da ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE ENDOCRINOLOGISTAS

CLÍNICOS (AACE), os cuidados devem ser redobrados para os portadores de

diabetes tipo 1, que não podem beber líquidos ou que estejam perdendo

líquidos devido a sintomas virais, como diarreia e vômitos. Estas

pessoas não poderão regular a glicose e não poderão limpar a glicose

ou cetonas pela urina. Nestes casos, as complicações podem ser fatais.

 

 

A DRA BRUNA MARISA explica que durante este período o paciente

diabético deve manter sua dieta da melhor maneira  possível; deve se

consultar com  seu médico para ouvir dele, orientações específicas

para o seu caso, ( lembrando que já temos a telemedicina e as consultas

podem ser feitas de casa) e também, devem se esforçar para manter o

controle dos níveis de glicose e principalmente manter a

administração de todos os medicamentos prescritos, a fim de que

mantenha da melhor forma possível a função do sistema imunológico.

 

Ela também lembra que a OBESIDADE É TAMBÉM UM GRANDE FATOR DE RISCO,

pois diante de qualquer quadro viral precisará de um sistema

imunológico competente.

 

Resumindo, além de todas as precauções específicas do COVID-19, já

conhecidas pela população, como lavar as mãos, evitar aglomerações,

utilizar lenço para espirrar, entre outros, é de suma importância que

os que forem diabéticos, sigam as e as ORIENTAÇÕES DE PREVENÇÃO dos

Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Organização

Mundial da Saúde (OMS),  endocrinologistas e/ ou prestadores de

cuidados de saúde.

 

Dra Bruna Marisa é médica, pós graduada em Endocrinologia, membro da

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, atua na área de

Medicina Esportiva, Ortomolecular e é Especialista em Emagrecimento.

 

 

 

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