Arte

Governo lança projeto Arte Salva para auxiliar profissionais da cultura e turismo durante pandemia _ _

Mais de 60 parceiros, entre entidades da sociedade civil, iniciativa privada e órgãos estaduais, realizam ação conjunta para apoiar e incentivar setores

03/06/2020 05h00
Por: Redação
Foto: Imprensa MG
Foto: Imprensa MG

Uma rede solidária formada pelo Governo de Minas Gerais, iniciativa

privada e entidades da sociedade civil em prol dos realizadores e

empreendedores da Cultura e Turismo do estado. Essa é a proposta do

“Arte Salva”, lançado pelo governador Romeu Zema nesta

segunda-feira (1/6). O movimento reúne uma série de ações de apoio

às cadeias produtivas dos dois setores, por meio de articulação e

reforço logístico a campanhas de arrecadação de doações, de

prestação de informações sobre acesso a políticas públicas,

linhas de crédito, ações de capacitação, lançamento de editais e

outras atividades.

 

Até o momento, mais de 60 parceiros já se juntaram ao movimento Arte

Salva, que partiu de uma articulação da Secretaria de Estado de

Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) [2] com diversos órgãos do

governo, como Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese)

[3], Secretaria de Saúde (SES-MG) [4], Servas [5], Defesa Civil [6],

BDMG [7], Codemge [8] e todo o sistema de Cultura do Estado, além de

parcerias com empresas, associações, entidades e coletivos da

sociedade civil e universidades, como Sesc em Minas e Cruz Vermelha.

 

SUPORTE EMERGENCIAL

 

Segundo o governador, o objetivo do projeto é, a partir do diálogo e

esforço conjunto de diversos segmentos, auxiliar com suporte

emergencial profissionais e comunidades que se encontram em maior

vulnerabilidade, como circenses, quilombolas, indígenas, artistas de

rua, técnicos, artesãos, guias turísticos, garçons, artistas,

músicos, entre outros.

 

“Com o advento da pandemia, nós sabemos que uma das categorias mais

afetadas é a dos artistas, aqueles que trabalham em circos, nas ruas,

em bares e casas de shows. Com a crise, todas essas aglomerações

ficaram suspensas – e ainda deverão ficar por um bom tempo – e

esses artistas foram muito afetados. Além deles estão os artesãos,

que dependiam de atividades turísticas.  O que nós estamos propondo

neste momento é alguma forma de manter estas pessoas com uma certa

dignidade diante deste cenário”, explicou o governador.

 

CREDIBILIDADE

 

Zema destacou, ainda, que a credibilidade do Governo de Minas tem

ajudado no grande número de doações recebidas. “As empresas e as

pessoas sabem que a doação vai chegar ao seu destino e vai ser

aplicada onde ela terá o impacto mais positivo. Isso é fruto de um

trabalho das nossas entidades sociais”, disse. O governador também

lembrou que uma das ações do projeto será por meio da participação

de artistas famosos para ajudar a arrecadar doações.

 

O vice-governador Paulo Brant ressaltou a importância do papel do

governo em prol da sociedade. “O maior ativo que um governo tem, um

governo democrático, é que tenha capacidade de mobilizar, de

articular, e este programa é exatamente isso. É um modelo de programa

exemplar, porque usa o que temos de sobra, a credibilidade, a

legitimidade e confiança da sociedade mineira”, afirmou.

 

FUNDO DE CULTURA

 

O secretário de Cultura e Turismo (Secult), Leônidas Oliveira,

destacou que a primeira ação do projeto é o edital emergencial de

auxílio ao setor cultural via Fundo Estadual de Cultura (FEC), de R$

2,5 milhões, que será publicado nesta semana. Serão contemplados

1.315 projetos, que receberão um aporte no valor de R$ 1,9 mil para

realização e execução de vídeos de expressão artístico-cultural

que serão transmitidos em ambiente digital, para artistas

independentes, bandas, profissionais do circo e toda a diversidade de

atividades que compõem a cadeia cultural em Minas Gerais.

 

“O Arte Salva é uma construção coletiva e já está acontecendo. O

que estamos fazendo, como poder público, é organizar as demandas e

impulsioná-las. Ainda pretendemos colaborar para que as cadeias

produtivas do turismo e da cultura adquiram sustentabilidade e para que

se capacitem. Estamos buscando patrocínios e parceiros também na

iniciativa privada, colocando nossa estrutura à disposição e

produzindo editais de fomento, que irão se somar às atividades do

projeto”, aponta Leônidas de Oliveira.

 

Entre as demais ações estão outro edital de R$ 2,5 milhões, desta

vez em parceria com a Cemig, com foco principalmente no interior; a

estruturação do centro de operações do Arte Salva no Museu Mineiro

para aumento do alcance e fortalecimento de campanhas de arrecadação e

entrega de doações; a ação do BDMG dirigida às cadeias da Cultura e

do Turismo com R$ 4 bilhões em linhas de crédito.

 

Também fazem parte do projeto a coleta e doação de alimentos para

garantir a segurança alimentar de comunidades tradicionais e

profissionais das cadeias produtivas do setor, por meio da parceria com

o projeto Mesa Brasil Sesc; cursos de capacitação em parceria com

universidades; e a criação de um espaço amplo para atenção

integrada a até mil pessoas por dia, em parceria com a Pastoral de Rua

da Arquidiocese de Belo Horizonte, na Serraria Souza Pinto, por meio

cessão do espaço pelo Governo do Estado.

 

SOLIDARIEDADE

 

A secretária de Desenvolvimento Social Elizabeth Jucá falou sobre a

necessidade do desenvolvimento de projetos assistenciais para o setor.

“Este projeto é transversal de governo com outros parceiros externos.

O que nós precisamos neste momento é trazer esperança e

solidariedade. Hoje temos mapeadas em torno de 30 mil famílias de povos

e comunidades tradicionais que são patrimônio imaterial de Minas

Gerais e estão necessitando de ajuda. Este projeto vai trazer, pela

arte, salvação para estas pessoas”, afirmou.

 

PARCERIAS

 

Para apoiar a coleta, o armazenamento e distribuição de doações de

diversas campanhas voltadas para o setor, o Arte Salva conta com a

parceria do Mesa Brasil Sesc. O programa possui equipe técnica e

operacional devidamente qualificada para executar com eficácia a

retirada e a distribuição das doações, além do acompanhamento e

monitoramento das ações.

 

Para o diretor de Programas Sociais, Serviços e Operações do Sesc em

Minas, Grijalva Duarte, o convite para se juntar ao Arte Salva foi

prontamente aceito devido à importância de unir forças neste momento

desafiador. “Desde o início da pandemia, o Sesc em Minas tem atuado

em várias frentes para conter o avanço da covid-19 e seus impactos em

nosso estado. Por isso, fazemos parte do Arte Salva, um movimento em

favor daqueles que vivem da Cultura e do Turismo, duas áreas tão

importantes para a atuação do Sesc no estado e para a nossa economia,

duramente atingida pelo momento atual”, declarou.

 

Além da tecnologia com o uso do QR Code para doações, da experiência

na logística para recebimento e distribuição de doações de

alimentos, o Sesc vai dar apoio na estruturação do centro operacional

do Arte Salva localizado no Museu Mineiro (Av. João Pinheiro, 342,

bairro Lourdes, BH/MG).

 

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