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Cultura

Luiz Hozumi

Luiz Hozumi

Luiz HozumiProdutor cultural, publicitário, especialista em gestão e políticas culturais. [email protected]

04/06/2020 05h00
Por: Redação

ENQUANTO CHORAMOS

Médicas e médicos não serão lembrados, mesmo com todo seu esforço para salvar vidas. Enfermeiras e enfermeiros não serão lembrados, ainda que com tanto cuidado em manter vidas. Assistentes sociais não serão lembrados, apesar de toda atenção aos que ficam. Curando traumas, controlando a ansiedade e o medo que invadem casas trancadas, mesmo assim psicólogas e psicólogos não serão lembrados. Fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, dentistas e tantos outros profissionais da saúde, não serão lembrados. Porteiros, faxineiros, atendentes, recepcionistas, manutenção, informática, ninguém será lembrado.

O padeiro, o açougueiro e todo mundo do supermercado, do varejão, da mercearia da esquina, não serão lembrados. Trabalhadores da indústria, do transporte público, taxistas e ubers, motoristas do cotidiano também não serão lembrados. Policiais e bombeiros, tão essenciais todos os dias, não serão lembrados. O entregador não será lembrado, nem a entrega será lembrada, muito menos quem a preparou, nos diversos restaurante fechados ao público e meio abertos apenas para delivery.

Os jornalistas não serão lembrados. Os artistas de todos os palcos, picadeiros, séries, músicas, lives, livros, pinturas, esculturas, filmes, poesias, nem mesmo os mágicos, nenhum será lembrado. E nem mesmo os piores políticos serão lembrados. E se ainda esqueci alguém, não se preocupem, estes também não serão lembrados. Estaremos, se ainda estivermos por aqui, ocupados demais para lembrarmos de alguém enquanto choramos nossos mortos, pelo racismo, pelo fascismo, pela covid-19 e pela falta de memória de que vidas importam. 

 

ESTUDANTE DE UBERABA É PREMIADA EM FESTIVAL DE TEATRO ON-LINE DO RIO DE JANEIRO

Maria Sande do Grupo Teatral Juvenil Marista participou do Festival Estudantil de Esquetes Teatrais do Rio de Janeiro/Feste-RJ, neste ano em sua sexta edição o festival aconteceu de forma on-line. A estudante de Uberaba encenou a esquete “Um sonho terrível”, escrita e dirigida por seu professor Mayron Engel. Entre mais de 100 inscritos, estudantes de todo país, foram selecionados 16 para apresentações com avaliação de renomados jurados. Maria Sande recebeu indicações para as categorias de Melhor Atriz e Júri Popular, sendo premiada como Segunda Melhor Esquete do festival.

 

MÚSICO UBERABENSE LANÇA SINGLE NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

"Vai e Vem" é o primeiro single do músico uberabense Jhefe em parceria com seu produtor Yuri Lima e será lançado nesta sexta-feira, dia 5 de junho, em todas as plataformas de streaming de músicas. Dentre elas, Spotify, Deezer, Apple Music e outros. Em breve, um clipe caseiro também será lançado. A música é uma mistura entre eletrônico, pop e funk e marca a estreia de Jhefe no cenário musical com sua primeira produção autoral. Uma série de singles promocionais ainda serão lançados pelo músico nos próximos meses. O pré-save da música já pode ser feito no link que está disponível no perfil do instagram do músico @jhefemusic. O versátil produtor Yuri Lima também comanda outros projetos, como "Royal Crescent", "Phased", "WD2N" e é proprietário da "Drive Records", referência na produção de músicas eletrônicas nacionais e também fora do país.

 

HISTÓRIA DO CIRCO DO POVO EM DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

O Circo do Povo, iniciativa pública criada em 1983 no governo de Wagner do Nascimento , ex-prefeito de Uberaba foi tema da dissertação de mestrado do artista e professor Anderson Gallan Ued na Universidade Federal de Uberlândia, UFU. A defesa apresentada e aprovada no último mês conta a história do circo através do tempo com várias entrevistas e registros históricos. Ued é professor de circo, artista circense e já foi aluno do projeto Circo do Povo, sendo um dos mais expressivos divulgadores desta arte na cidade e que atualmente a faz de forma on-line em seu canal do Youtube. Não é a primeira vez que a história do Circo do Povo é contada em pesquisa acadêmica, a mais recente pela atriz Cássia Magaly Batista, também em dissertação de mestrada na UFU em junho do ano passado. Profissionais que guardam e honram a memória da arte em Uberaba.

Na foto Anderson Ued entrega sua dissertação a Beethoven Luiz Teixeira, um dos fundadores do Circo do Povo. 

 

CARREIRA SOLO COM LANÇAMENTO DE MÚSICA AUTORAL

De volta a Uberaba agora em carreiro solo o músico Lucas Cunha lança sua primeira canção autoral “Sorria Então” já disponível em seu canal do Youtube: https://www.youtube.com/user/lucascunhas. Lucas Cunha deu uma pausa nos trabalhos com a banda Pier Treze em São Paulo e está reencontrando suas raízes em Uberaba. A música lançada há apenas duas semanas já alcançou quase cinco mil pessoas. 

 

ARTE CONTRA O RACISMO

A banda uberabense de renome internacional Black Pantera lançou em suas redes e no seu canal no Youtube sua nova produção "I can't breath". A música e o clipe são uma mensagem da banda contra a violência e o preconceito. A Black Pantera sempre fez da arte um sinônimo de protesto, seu novo trabalho ainda contribui para a campanha contra o racismo que tem se espalhado pelas redes com as hashtags #vidasnegrasimportam e pelas ruas dos Estados Unidos em manifestações pela #blacklivesmatter.

 

SESC SELICIONARÁ 470 PROPOSTAS CULTURAIS DE TODO PAÍS

Neste novo cenário de pandemia e isolamento social, o Sesc mantém a sua atuação no fomento e na difusão da arte e da cultura, que mais do que nunca se mostram essenciais ao bem-estar e à qualidade de vida das pessoas. Para isso uma chamada pública com remuneração selecionará até 470 produções artístico-culturais de todo país foi lançada. Para acessar a inscrição e a convocatória basta entrar no site http://www.sesc.com.br/portal/site/convida/.  

 

 

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