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Kleber Colomarte

Superintendente Adjunto do CIEE/MG

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06/06/2020 05h00
Por: Redação

Descobrindo talentos

O planeta ficou doente e todos ao redor do mundo, sem distinção, foram afetados. Com maior ou menor intensidade, de uma maneira ou de outra, a pandemia do Covid-19 impactou a vida de todos. Empresas tiveram que fechar as suas portas e os funcionários foram para casa à espera de uma solução para o problema. Muitas dessas, possivelmente, não voltarão mais a abrir. Seguramente aquelas com um lastro devido ao trabalho duro dos anos anteriores retornarão após esta crise, mas sentirão os feitos perversos desta crise antes voltarem à normalidade.

De acordo com o modelo de negócio, há ainda aquelas empresas se reinventando e que conseguiram, do dia para a noite, converter suas atividades presenciais em atendimento home office e seguem operando com quedas de produtividade e reduções drásticas de faturamento. Este novo modelo exige sérias mudanças e investimentos para que as empresas possam continuar suas operações. 

Essas transformações têm exigido mais ainda dos experientes funcionários, muitos deles forjados no curso de datilografia treinando o famoso “AS D F G – C L K J H”, ou aqueles que, mais recentemente, passaram pelo curso superior com um “potente 386”, salvando seus trabalhos de conclusão de curso em disquetes que mal comportavam cinco folhas para entregar aos professores.

Parecia tão simples chegar ao escritório e trabalhar e, de repente, foi necessário transferir seu desktop para sua residência, entender porque a conexão com a internet não estava funcionando, como entrar em uma videoconferência, ou mesmo como se comportar em uma. Com o isolamento social vieram as lives, webinar, conferências, simpósios virtuais e tantas outras ferramentas que foram descobertas por um público que não era muito adepto a essa tecnologia.

Neste cenário, que parece ter tanta complexidade tecnológica para uns, surgem alguns profissionais que se destacam por sua facilidade em lidar com tanta tecnologia. Aquilo que para a geração das teclas mecânicas pareciam ser tão tecnológico, para a geração do touch screem parece seguir um curso mais natural. Parece que o jovem tem um talento natural para lidar com a tecnologia. E então, depois de pedir ajuda aos adolescentes para desbloquear um aplicativo no celular, percebemos o valor da ajuda que um jovem pode oferecer na troca de experiências no dia a dia corporativo. Nesse sentido, os colaboradores “mais experientes” também podem aprender um pouco com esses jovens para se adaptar ao novo.

Descobrir esses talentos no ambiente corporativo durante o período de estágio é comum em várias empresas, que decidiram abrir suas portas para desenvolver uma atividade de responsabilidade social, recebendo o estudante para desenvolver na prática o aprendizado adquirido na sala de aula. Ao final dessa etapa, a empresa pode identificar os melhores e mais dedicados entre aqueles que estão ainda no período de formação acadêmica para fazer parte do quadro de pessoal. 

O Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG), ao longo dos seus 40 anos de atuação no Estado, tem conseguido transformar a vida de muitos jovens, que conseguiram sua primeira oportunidade no mercado de trabalho através dos programas de estágio e de aprendizagem. Colaborar na qualificação profissional dos jovens é a nossa missão.

 

Kleber Colomarte - Superintendente Adjunto do CIEE/MG

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