Banner prefeitura Covid
Coluna

Mulherio

Juba Maria

Juba Maria

Juba MariaJornalista formada pela UFRJ, mãe e poeta, trabalha como Assessora de Comunicação da Infraero. É uma das coordenadoras do projeto AMAi e dá palestras sobre Comunicação Não-Violenta.

07/06/2020 05h00
Por: Redação

Urgência

Uma carta assinada por 20 pessoas, entre as quais eu, Juba Maria, a advogada Roberta Toledo e o médico Jorge Bichuetti, foi encaminhada na última sexta-feira ao Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Uberaba contendo pedidos e relatos de falta de estrutura no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica em Uberaba.

 

Cumprimento da Lei

No documento, o grupo pede ainda que o prefeito Paulo Piau, se adiante no cumprimento da lei 23.645/20, recém aprovada, que dispõe sobre o enfrentamento da violência doméstica e familiar e a proteção social da mulher durante o estado de calamidade pública decorrente da pandemia. Ela é oriunda do Projeto de Lei (PL) 1.820/20, da deputada estadual Andréia de Jesus (Psol-MG). A lei obriga, entre outros, a concessão de renda mínima temporária para mulheres em situação de violência.

 

E agora?

Em Uberaba, muitas mães de presos estão tendo dificuldades para levar itens de higiene aos parentes aprisionados. Isso porque, no momento, só é possível fazer as entregas por Sedex, mas nem todos têm condições financeiras para pagar pela taxa. "Estou muito preocupada com a situação do meu filho lá dentro", disse uma das mães.

 

Manifesto

Um manifesto assinado por mais de 503 integrantes do Movimento Policiais Antifascistas foi publicado na última sexta, 5 de junho, em protesto por estarem sendo "covardemente atacados por uma investigação política do Ministério Público do Rio Grande do Norte".

 

Indignação

No documento, os manifestantes informam que o procedimento preparatório, com mais de 600 páginas, enquadra o grupo composto por policiais civis, militares, delegados, policiais penais, agentes, policiais rodoviários federais, guardas municipais, comissários, investigadores, entre outros, "ficticiamente como 'grupo paramilitar' , com "dezenas de policiais antifascismo sendo identificados com fotos, endereço e telefone".

 

Mulheres na luta

No total, mais de 100 mulheres que participam do movimento assinaram o manifesto. "É fato que o fascismo nada mais faz do que se apropriar e prolongar os mecanismos construídos pelas sociedades liberais", diz o documento que critica ainda "a existência de um aparato policial violento contra as classes populares" e as estruturas e agências jurídicas que sustentam "um Estado de Direito, voltado para garantir os interesses de grupos econômicos e financeiros".

 

Exposed

O movimento Exposed chegou em Uberaba com força total, mostrando que não haverá mais tolerância à pedofilia e abuso contra mulheres e meninas dentro e fora da sala de aula. No perfil exposed_ura no Twitter, foram divulgados inclusive casos envolvendo abusos que teriam sido cometidos em diversas instituições de ensino.

 

UFTM

Sobre os abusos envolvendo professores ou alunos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), a universidade informa que as denúncias devem ser realizadas pelos canais oficiais, ou seja, na ouvidoria da UFTM. "Nos canais disponibilizados, o usuário tem a opção de fazer, inclusive, a denúncia de forma anônima. Todas as denúncias são apuradas e os procedimentos necessários adotados", informou a assessoria de comunicação da universidade.

 

Repúdio à violência

"A UFTM preza pelos cuidados e proteção da comunidade e repudia qualquer ato de violência, assédio, agressão ou discriminação", informou a instituição. "Não imaginava que o movimento chegaria aqui, mas fico feliz que isso tenha acontecido porque a gente conhece muitos casos de abuso sim que mesmo relatados na ouvidoria nada foi feito", informou uma ex-aluna.

 

Fraudes no sistema de cotas

Outra polêmica foi o vazamento dos dados de pessoas que ingressaram na universidade de forma fraudulenta após se autodeclararem indevidamente para se beneficiarem do sistema de cotas. O assunto teria sido levado ao conhecimento do reitor da UFTM, Luiz Fernando Resende, pelo Coordenador Geral do SINDTTAE/UFTM, Rolando Rubens Malvásio Júnior, depois que um perfil não-oficial da UFTM no Twitter vazou dados dos alunos.

 

10 alunos já foram desligados

Em resposta, a universidade informou que em 2019 apurou, por meio de sindicância, mais de 80 denúncias do tipo. "Até o momento foram dez cancelamentos de matrículas dentro da esfera administrativa e que agora estão sendo tratados judicialmente. Os processos foram realizados segundo legislação vigente e decisões da justiça", informou.

 

Cuide de quem cuida de nós

Também causou indignação a redução do horário do transporte público urbano pela Prefeitura de Uberaba (PMU). Em resposta, profissionais da área de saúde que fazem parte da INANA divulgaram um abaixo-assinado que, até o fechamento desta coluna, havia sido assinado por 258 pessoas pedindo "a alteração emergencial do horário de transporte" até "pelo menos, 22h". O pedido foi amplamente compartilhado nas redes sociais e apesar do apelo, a PMU decidiu ampliar, a partir de hoje, em apenas 1 hora (das 19h às 20h) o horário de funcionamento do transporte aos domingos. "Isso ainda é muito ruim pras profissionais que trabalham longe dos hospitais", informou uma das mulheres que assinaram a nota.

 

Uberlândia antifascista

Hoje, às 15h, a Ação Antifascista Uberlândia realiza um ato na Praça Ismene Mendes (antiga Praça Tubal Vilela) sob o lema "Vidas negras, indígenas e faveladas importam".

 

Serviço Essencial

O Senado Federal aprovou na última semana o Projeto de Lei da deputada Maria do Rosário (PT-RS) que torna os serviços de combate à violência doméstica essenciais. Como recebeu alterações, o texto volta para a Câmara dos Deputados para aprovação.

 

Lentidão

Apesar das pressões dos movimentos feministas, o governador Romeo Zema ainda não regulamentou a lei de autoria da deputada Marília Campos (PT-MG) que foi aprovada na ALMG e permite que as mulheres vítimas de violência doméstica no estado façam o registro do boletim de ocorrência no site https://delegaciavirtual.sids.mg.gov.br/sxgn/

 

Polícia Civil

Em nota, a assessoria de Comunicação da Polícia Civil informou à Mulherio que não há uma data certa para que o registro virtual comece a ser realizado uma vez que "o Poder Executivo é quem vai regulamentar". Em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal a medida já está em funcionamento.  

 

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários