Agronegócio

Estimativa de maio mantém recorde para safra de grãos em 2020

O país colherá 245,9 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas até o final do ano

13/06/2020 05h00
Por: Redação

A estimativa de maio para a safra agrícola 2020 sofreu uma redução de

0,5% frente à do mês anterior, influenciada pela estiagem no sul do

país, mas se mantém em patamar recorde. De acordo com o Levantamento

Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo

IBGE, o país colherá 245,9 milhões de toneladas de cereais,

leguminosas e oleaginosas até o final do ano, alta de 1,8% (mais 4,4

milhões de toneladas) em relação a 2019. O arroz, o milho e a soja

respondem por 92,2% desse montante. Mas o dólar alto incentiva outras

produções, como o trigo.

 

A soja deve superar o recorde atingido em 2018, com safra de cerca de

119,4 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,2% em

relação à safra do ano de 2019, mas uma retração de 1,4% no volume

que era esperado na estimativa anterior (abril). Essa redução se deve

à estiagem no Sul. "Uma severa e prolongada seca atinge a região,

desde dezembro, sendo que o Rio Grande do Sul foi o mais afetado. A

produção gaúcha, declinou 16,1% em relação a estimativa do mês de

abril e 39,3% frente à produção de 2019", ressalta o gerente do

Levantamento, Carlos Antônio Barradas.

 

  Mas o câmbio é favorável à oleaginosa, bem como vem fazendo o trigo

subir no conceito dos produtores. A estimativa da produção do cereal

encontra-se 10,1% acima da do mês anterior e 31,4% maior que a do ano

anterior. "Metade do trigo no país é importado. Assim, a alta do

dólar elevou o preço do cereal, gerando interesse em produzir para

substituir parte dessa importação", esclarece Barradas.

 

  No Paraná, maior produtor desse cereal, com participação de 51,5% no

total nacional, a produção foi estimada em 3,5 milhões de toneladas,

crescimento de 65,9% em relação à produção de 2019. Já no Rio

Grande do Sul, segundo maior produtor (35,7% no total nacional),

estima-se a produção de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 7,2%

frente ao ano anterior.

 

  Entre as regiões, o Centro-Oeste lidera como maior produtor nacional

de grãos com 47,2% de participação, devendo colher 116,0 milhões de

toneladas em 2020, seguido pelo Sul (29,8% de participação e 73,4

milhões de toneladas). O Sudeste, com 9,9% de participação (24,4

milhões de toneladas); o Nordeste, com 8,8% (21,5 milhões de

toneladas) e o Norte, com 4,3% (10,5 milhões de toneladas) juntos,

produzem menos que a segunda colocada.

 

Entre os estados, as maiores participações são doMato Grosso(28,6%),

do Paraná (16,4%), do Rio Grande do Sul (10,8%), de Goiás (10,3%), de

Mato Grosso do Sul (8,0%) e de Minas Gerais (6,1%), que, somados,

representaram 80,2% do total nacional.

 

CAPACIDADE DOS ESTOQUES AUMENTA 1,3% NO 2º SEMESTRE DE 2019

 

Também divulgada hoje pelo IBGE, a Pesquisa de Estoques mostrou um

aumento de 1,3% no total de capacidade útil disponível para

armazenamento no Brasil no segundo semestre de 2019 frente ao semestre

anterior, chegando a 177,7 milhões toneladas. O Mato Grosso continua

possuindo a maior capacidade de armazenagem do país, com 44,5 milhões

de toneladas. O Paraná e o Rio Grande do Sul aparecem logo depois, com

32,3 e 32,2 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente.

 

  Quanto aos tipos de armazenamento, a pesquisa apresentou que os silos

predominaram, tendo alcançado 86,6 milhões de toneladas (48,7% da

capacidade útil total). Na sequência, aparecem os armazéns

graneleiros e granelizados, que atingiram 66,7 milhões de toneladas de

capacidade útil armazenável e os armazéns convencionais, estruturais

e infláveis, com 24,5 milhões de toneladas.

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários