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Artigo

Arahilda Gomes Alves

Cadeira 33 ALTM; membro Academia Poetas Portugueses e Academia Letras e Artes Portugal

Reflexões

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14/06/2020 05h00
Por: Redação

 “Love parade”

Em tempo de pandemia, nem poderia vir o título acima entre aspas sugerindo que se faça nessa quarentena, uma parada para refletir o amor sob todos os aspectos. Mas lembra o movimento camuflado de milhões de neonazistas no pós-guerra, quando estivemos visitando o leste europeu, passando pela Alemanha. E se aqui abordo os três dos últimos compositores, dos três Bs da Alemanha que viveram mais na vizinha Áustria, o berço da Cultura da época, há que se fazer um retrato falado da Berlim do pós-guerra com quase todas as ruas abertas em obras de infraestrutura para gasodutos. Cidade em que mais se construía, porque teve 95% destruída e quando lá estivemos, só havia recuperado um quarto dela.

Dizem que todas as cidades alemãs cabem dento de Berlim, como Paris cabe 9 vezes dentro dela. Pelas arborizadas avenidas, que consideram a cidade mais verde do mundo, a tília, árvore sagrada que oferece suas flores terapêuticas para chá. Lembrei-me de um lied de Schumann que cantávamos. Talvez, o tenha composto porque sofria de depressão e seu médico o aconselhara a caminhar indo até à estátua de Beethovenn. Na avenida onde existira o muro separando a Berlim ocidental da oriental, uma das sete portas de Brandenburgo, cópias exatas às de Atenas, protegidas por policiais e que deram nomes aos famosos concertos de Bach, de nome idêntico. Com a queda do muro em 1989 dividindo as duas cidades, rumamos a Potsdam, onde viveu Frederico ll, da Prússia e que compôs 222 peças para flauta. Pelo trajeto, em bem cuidado gramado, pessoas nuas ao sol ouviam músicas do monarca por alto falantes.

Retorno ao terceiro famoso Bê da Alemanha, expressão dada pelo pianista e compositor Hans Von Bülow, casado com a filha de Liszt, que posteriormente, o abandonou juntando-se a Wagner. Comparara a primeira sinfonia de Johannes Brahms como sendo a 10 a de Beethoven. Teve influências musicais de Mozart, Schumann e Liszt, sendo este último, que gostava de incentivar novos talentos, não se acertaram.

Menino prodígio aos oito e, aos doze anos, fazia arranjos orquestrais para bandas e já lecionava. Dando seu primeiro recital aos quinze com peças de Beethovenn, Bach e Mendelssohn. Aos dezenove, iniciava carreira de compositor, descrevendo sempre sobre o amor.

Amigo do casal Clara e Robert Schumann, até depois da morte daquele.

Brahms retratado com sua longa barba, aos 44 anos parecia mais velho e por ter gênio agressivo, respeitado e famoso, porém. Compôs 21 danças húngaras, geralmente baseadas em temas folclóricos. 

Trabalhou com Corais na corte de Hamburgo vivendo toda sua trajetória artística em Viena, onde faleceu aos sessenta e três anos.

 

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