Coluna

Pet News

Marcos Moreno

Marcos Moreno

Marcos MorenoSou Marcos Moreno, comunicador com vários anos dedicados ao trabalho de colunista e assessor de imprensa. Há alguns anos com trabalho na mídia impressa e eletrônica voltado para os animais, notadamente pets.

19/06/2020 05h00
Por: Redação

Após pico da pandemia, cresce a procura por hotéis para pets em Portugal

Após o pico da pandemia do novo coronavírus ter passado em Portugal, alguns comportamentos dos tutores de animais de companhia estão se modificando. De acordo com levantamento realizado por uma empresa local, portugueses pretendem que seja revista a legislação que autoriza a presença de pets em espaços fechados.

Segundo a Fixando, plataforma on-line reconhecida por facilitar a contratação de serviços e responsável pela pesquisa, 50,8% dos entrevistados defendem a proibição total após o aparecimento da Covid-19. Para realizar a ação foram entrevistadas, no início de junho, 8 500 pessoas, entre tutores e operadores de hotelaria.

A pesquisa também apontou que cerca de 53% dos entrevistados não querem os animais em restaurantes, 40% que os animais de estimação não devem ser permitidos em hotéis e 34,8% que os pets não deveriam andar em transportes públicos.

Contudo, ao serem questionados sobre como lidam com os animais durante as férias, 41% informaram que preferem levar o animal consigo, a mesma porcentagem para aqueles que deixam os pets com amigos ou parentes e apenas e 8,2% num hotel próprio. Mas com a chegada da pandemia, estes números mudaram, agora apenas 26,7% pretendem levar o animal, 16,2% ponderam deixá-lo com familiares ou amigos e 24,8% pretendem recorrer a um hotel para animais.

De acordo com a Fixando, a procura de hotéis para animais de companhia teve um crescimento de 1400% na primeira semana de junho comparando com o mesmo período de maio, com destaque para este último fim de semana prolongado (10 a 14 de junho), que representou 54% da procura.

“Pela nossa experiência de anos anteriores, este aumento exponencial na procura significará uma rutura na oferta de hotéis para animais disponíveis nos meses de verão”, antecipa a responsável da Fixando para o Desenvolvimento de Negócios, Alice Nunes.

 

Cuidados com produtos de limpeza

A limpeza da casa e a higienização de objetos, embalagens e superfícies passou a ser muito mais frequente e rigorosa por conta da pandemia da Covid-19. Nos lares em que há animais de estimação, a prudência com a higiene deve ser acompanhada de maior atenção para que os pets não sejam expostos, inadequadamente, a produtos capazes de desencadear problemas de saúde.

Isso porque algumas substâncias que fazem parte da composição de produtos de limpeza doméstica têm potencial para causar intoxicações, quadros alérgicos e outras complicações.

Embora não haja estatísticas sobre o assunto, neste período de quarentena e mais rigor na higienização dos ambientes, alguns centros de saúde animal já observam crescimento do número de atendimentos a casos de pets com problemas relacionados a estes produtos.

Os quadros respiratórios, como asma, tosse, chiados (sibilos) ao respirar e alergias fazem parte dos atendimentos realizados em uma rede de centros de atendimento médico-veterinário 

 

Para a prevenção

A médica-veterinária Rita de Cássia Carmona Castro, diretora científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária (SBDV), considera a água sanitária um excelente desinfetante se utilizada corretamente. Mesmo com o uso correto, alguns animais, em especial os de pequeno porte, podem apresentar problemas. Por isso, outros cuidados são necessários. “No ato da limpeza, é necessário manter os animais em outro ambiente”, diz Rita de Cássia.

Quanto à higienização de objetos e superfícies com álcool 70%, Rita considera outra ótima opção, uma vez que ele evapora rapidamente e é eficiente contra o coronavírus. Mas, da mesma forma, é fundamental distanciar os animais no momento do uso, uma vez que vapor do álcool pode provocar irritação nos olhos e vias áreas dos pets.

Neste sentido, o armazenamento dos produtos também requer atenção. Devem ser guardados em armários bem fechados

Alguns sintomas que o pet pode apresentar em caso de reações a produtos de limpeza são: irritações dermatológicas, como vermelhidão, escamação, coceira; sinais gastrointestinais, como vômitos e diarreias; sinais respiratórios, como dificuldade e ruído (chiado) ao respirar; alteração comportamental, como lamber-se em excesso; salivação em excesso; alteração de pupila; apatia; distúrbios neurológicos (dependendo do grau de intoxicação), como tremores, desorientação e convulsões.

Rita de Cássia menciona que as reações mais comuns são as cutâneas, ou seja, as de pele. “Pode haver inflamação, com sinais como eritema [vermelhidão], descamação, formação de vesículas [bolhas]”, diz a médica-veterinária, que considera os quadros de irritação de vias aéreas em segundo na lista dos mais frequentes.

Caso o tutor identifique algum destes sinais, é importante não fornecer nenhum medicamento ou alimento ao pet. A medida correta é levá-lo para atendimento médico-veterinário.

 

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários