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Marcos Moreno

Marcos Moreno

Marcos MorenoSou Marcos Moreno, comunicador com vários anos dedicados ao trabalho de colunista e assessor de imprensa. Há alguns anos com trabalho na mídia impressa e eletrônica voltado para os animais, notadamente pets.

25/06/2020 05h00
Por: Redação

Organização Mundial de Turismo é pressionada a acabar com a exploração de animais silvestres

Carta enviada ao órgão exige que os animais não sejam esquecidos nos planos de reconstrução do setor turístico

O contato próximo e desnecessário entre humanos e esses animais aumenta as chances de transmissão de zoonoses, o que pode ter efeitos catastróficos e devastadores

Em parceria com mais de 150 organizações em todo o mundo, enviamos (World Protection Animal)  uma carta aberta à Organização Mundial do Turismo (OMT) exigindo que a instituição e seu Comitê de Crise para o Turismo Global garantam que os animais silvestres não sejam explorados para entretenimento em atrações turísticas.

Organizações no Brasil

Entre as organizações brasileiras que assinaram a carta estão a Aliança Pró Biodiversidade, o Instituto Arara Azul e a Freeland Brasil, além de empresas e associações de turismo como Gondwana Brasil, Intrepid Travel, Inverted America, Vivejar e o Coletivo Muda!.

A OTM é a agência da Organização das Nações Unidas responsável pela promoção do turismo sustentável e consciente. A medida em que o mundo se recupera da pandemia de COVID-19, o órgão propôs um conjunto de 23 recomendações para a reconstrução do setor turístico, um dos mais afetados pela crise. Infelizmente, nenhuma delas inclui a proteção da vida selvagem.

As atrações turísticas que oferecem interações com animais silvestres são responsáveis por quase 40% de todo o turismo globalmente. Muitas delas dependem da manutenção desses animais em cativeiro para serem manuseados, usados como acessórios para fotos, montados ou explorados em shows.

Por conta da conexão entre a exploração da fauna silvestre e as doenças infecciosas emergentes (como a COVID-19), eliminar gradualmente essas interações deve ser um ponto-chave na restauração de uma indústria do turismo ética e resiliente.

 

Os animais sofrem em todas as etapas

Espetáculos de golfinhos, passeios de elefante e abraços e selfies com preguiças, araras e tigres são alguns exemplos de interações com a vida silvestre em cativeiro. Nos locais, os animais são mantidos em condições desumanas – na maioria das vezes, são confinados e acorrentados – e sofrem abusos físicos e psicológicos durante toda a vida.

Estima-se que até 550 mil animais silvestres sejam mantidos em cativeiro para serem explorados pela indústria de turismo.

Esse comércio, que movimenta bilhões de dólares todos os anos, retira animais de seus ambientes naturais – estimulando o comércio ilegal e legal e ameaçando a biodiversidade. Ele também impulsiona a criação em cativeiro para fins meramente comerciais, expondo-os à crueldade e ao estresse permanentes, com animais imunodeprimidos em um ambiente favorável ao surgimento e proliferação de novas bactérias e vírus, como o novo coronavírus.

As necessidades complexas dos animais silvestres, sejam eles criados em cativeiro ou capturados na natureza, só podem ser totalmente atendidas em seu habitat natural, onde eles realmente pertencem.

 

Construindo um futuro melhor

A carta para OMT é uma das ações de nossa campanha global que pede aos líderes do G20 que trabalhem pelo fim permanente do comércio de animais silvestres. Mudar o turismo com vida silvestre é vital para que isso aconteça.

Precisamos fazer uma mudança para proteger os animais, as pessoas e o planeta.

 

Humanização dos pets!

A humanização dos animais de companhia é um tema muito recorrente no universo pet. Pensando no quão importante é debater este assunto, a Hercosul realizou, junto de alguns digitais influencers, uma live ao vivo no Instagram. A ação ocorreu no dia 9 de junho. é muito importante prestarmos atenção neste fato, porque às vezes os privamos da companhia de outros animais, e isto não é legal. Existem pessoas que consideram que eles, os pets, não mereçam tantos cuidados. Estão enganadas. Merecem sim. Mas tem que ser cuidados para animais e não pra gente. A gente tem que entender os limites da nossa projeção, nossas carências afetivas e assim valorizar ainda mais a convivência com os bichos.

A transmissão teve como anfitrião o cão Toquinho, embaixador Biofresh, e sua tutora Mariana Brino, que convidaram a veterinária e especialista em Inteligência de Produto da Hercosul, Paula Genuíno, e a tutora dos gatos Maya e Romeo, também embaixadores da marca, Tatiana Fatichi.

De acordo com Mariana, que é médica-veterinária, ela adotou Toquinho após cuidar dele quando estagiava em uma clínica. O animal sobreviveu a diversos problemas de saúde, necessitando de cuidados especiais, por ser cadeirante.

“O cão deixou de ser um animal de estimação e virou membro da família, e isso é um processo de humanização. É muito bonito, mas precisamos também ter alguns cuidados, como a necessidade de eles passearem, interagirem com outros animais, pisarem na grama”, comentou durante a livre.

Fonte: Veterinária Atual. Adaptação do Moreno Pet blog

 

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