Esporte

Clubes do interior de Minas elaboram documento e pedem respostas à FMF

Via videoconferência, dirigentes dessas equipes têm conversado nos últimos dias para elaborar um documento que será entregue à entidade

25/06/2020 05h00
Por: Redação

A Federação Mineira de Futebol (FMF) sinalizou na última semana o retorno do Campeonato Mineiro para o dia 26 de julho. No entanto, a ausência de um documento oficial da entidade, com mais especificações sobre como se dará a volta da competição, tem preocupado os clubes, sobretudo os do interior.

Via videoconferência, dirigentes dessas equipes têm conversado nos últimos dias para elaborar um documento que será entregue à entidade, solicitando a oficialização de datas, prazos e responsabilidades que caberão, tanto à federação, quanto aos times no Estadual, em meio à pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o gestor de futebol do Coimbra, Hissa Elias Moisés, a carta está em processo de elaboração e terá pontos específicos e necessários para dar segurança às equipes. No entanto, ele explica que o ponto primordial é estabelecer prazos para que os clubes se organizem e retornem aos trabalhos.

“O dia 26 de julho foi sugerido pela Federação Mineira, mas a data não foi homologada pelo Governo do Estado. Como é que faz? A gente começa os treinos, começa os testes? Concentra os jogadores em quarentena? E depois, se a data não acontecer, como é que a gente faz? Os jogadores da maioria dos clubes do interior não têm contrato mais. Aí tem que fazer novos contratos. Mas de quantos dias? Trinta? Sessenta? Depois, prorroga-se a data, e o (contrato) de 60 dias não dá. Aí precisa fazer outro contrato para o longo prazo. A primeira coisa que precisamos é o prazo, com nota oficial da federação de que o campeonato vai começar em tal dia”, disse.

"O segundo ponto é onde vai ser disputado. Em qual cidade? Quem vai arcar com os custos de translado, alimentação, campos para treinamento, hospedagem?", complementou.

Outro assunto que tem sido abordado pelos dirigentes nos encontros virtuais é de quem é a responsabilidade no caso de contaminação pela Covid-19 de algum dos agentes dos jogos.

A maioria dos responsáveis pelos clubes entende que a legislação trabalhista confere tal responsabilidade a quem emprega os profissionais, no caso, as agremiações. Desta forma, as equipes buscam segurança jurídica para não terem maiores problemas financeiros.

Outra dúvida é sobre quais protocolos serão adotados para possibilitar a volta aos treinos, devido a particularidades de cada clube em termos de orçamento, estrutura física e até mesmo de cenário da pandemia em cada município.

As dúvidas das equipes do interior são comuns a todas as agremiações. No entanto, há divisão quando o assunto é a continuidade ou não do Estadual. Parte dos clubes defende a conclusão da competição, enquanto outro bloco defende o término do torneio ou que não haja rebaixamento, tendo em vista a falta de paridade por conta da paralisação e reformulação dos elencos.

Duas reuniões já aconteceram. A primeira delas teve a participação de Coimbra, Caldense, Villa Nova-MG, Tupynambás e Boa Esporte, no dia 19 de junho, sexta-feira. Na segunda-feira, dia 22, novo encontro virtual aconteceu. Dos nove times considerados de médio investimento, apenas o Boa Esporte não participou da segunda reunião.

Ficou definido que Coimbra e Villa Nova-MG serão os responsáveis por levar as demandas dos clubes à FMF. Hissa Moisés explica o porquê desta definição. “Para o Coimbra e o Villa Nova-MG, que estão praticamente dentro da cidade de Belo Horizonte, seria mais fácil do que deslocar dirigentes do interior para fazer o mesmo. Estaremos representando aquilo que vai acabar de ser discutido, com o documento sendo elaborado e entregue”, explicou.

Paralisado no dia 15 de março, o Campeonato Mineiro tem nove rodadas concluídas, restando duas para o término da primeira fase. Posteriormente, restam quatro datas para a disputa das semifinais e finais.

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