Saúde

Obesidade é uma das principais causas de depressão entre mulheres durante a quarentena

Thais Mugani criou método para ajudar pessoas durante a quarentena a recuperarem a auto-estima

03/07/2020 05h00Atualizado há 1 mês
Por: Redação

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é definida

como uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode

atingir graus capazes de afetar a saúde. De acordo com um estudo feito

pela USF BRIOSA, a obesidade e a depressão em mulheres tem uma

relação muito forte. Foram ouvidas e acompanhadas 5.700 pessoas, sendo

62% mulheres, onde 19% eram obesas. Entre elas, 30% sofriam com sintomas

de depressão.

 

A nível psicológico, diversos especialistas concordam que a

alteração da imagem corporal resultante do aumento de peso poderá

provocar uma desvalorização da auto-imagem e do autoconceito, no

obeso, diminuindo a sua autoestima. Em consequência, poderão surgir

sintomas depressivos e ansiosos, uma diminuição da sensação de

bem-estar e um aumento da sensação de inadequação social, com uma

consequente degradação da relação interpessoal. Mas como combater a

obesidade e recuperar o controle do corpo e da mente?

 

A especialista em estética e empreendedora Thais Mugani [1], CEO da

Slimcenter [2], ressalta que a pesquisa veio mais uma vez confirmar algo

que já se sabia pela experiência em consultório: “A obesidade não

tem apenas a ver com balanço energético, com a quantidade de calorias

ingeridas, mas está associada a fatores complexos como genéticos,

psicológicos, socioeconômicos, culturais e ambientais. Se nada é

feito em relação a isto, este desequilíbrio tende a perpetuar-se, e

por isso a obesidade é considerada uma doença crônica. Assim como a

depressão, que já foi considerada a doença mais preocupante deste

século, nas últimas décadas a obesidade tem adquirido proporções

epidêmicas e a OMS reconhece que se não forem tomadas medidas

drásticas para prevenir e tratar a obesidade, mais de 50% da

população mundial será obesa em 2025. Hoje sabemos que ambas estão

correlacionadas.”

 

Entendendo a obesidade

 

Thais Mugani aponta que muitas pessoas não entendem o que realmente

significa o conceito de obesidade: “Muitas pessoas tem uma visão

errada da obesidade, achando que ser obeso está relacionado a pessoas

que quase não andam de tão pesadas e sedentárias que são, mas essa

visão está completamente distorcida da verdade. Nas minhas

consultorias já atendi centenas de mulheres que aparentemente estão

somente com uma queixa de gordura localizada abdominal. No entanto,

quando realizamos a bioimpedância, para verificar o percentual de

gordura  corporal, os números mostram que este percentual está bem

acima do considerado saudável, enquadrando aquela paciente em um grau

inicial de obesidade. Como consequência, esta patologia leva a um

aumento não apenas da possibilidade de ter uma visão distorcida e

depreciativa da sua autoimagem, mas da prevalência da diabetes,

hipertensão arterial,  hiperuricemia, litíase vesicular, síndrome do

ovário policístico, doença coronária, doença vascular cerebral,

dificuldades respiratórias, apneia do sono e até mesmo pode enquadrar

aquele paciente no grupo de risco do novo coronavírus (covid-19).”

 

Identificando a pessoa com obesidade

 

A especialista afirma que a obesidade não tem a ver com aspecto visual

da pessoa e sim com dados da saúde e o percentual de gordura corporal:

"hoje existem muitas formas de identificar se o indivíduo é obeso como

a Antropometria, Bioimpedância, Índice de Massa Corporal (IMC), exames

laboratoriais, entre outros recursos.”

 

Motivação para vencer a obesidade e a depressão

 

Tanto a obesidade quanto a depressão podem levar sério prejuízos à

saúde física, mental e emocional como doenças, relacionamentos

destrutivos, auto desvalorização, isolamento social e até a morte:"É

importante que a mulher que passa por isso não se acomode, e sim lute

para resgatar sua vida de volta, é preciso buscar ajuda.Uma mulher que

se olha no espelho e não se reconhece mais, que as roupas que costumava

usar agora não servem mais, que não tem ânimo para fazer nada por

ela, que seus relacionamentos pessoais já não estão como antes, ela

precisa dar uma basta e escolher se amar.”

 

Método online de emagrecimento

 

Mesmo com a quarentena e a pandemia da covid-19, Thais Mugani revela que

tem atendido seus clientes através de um protocolo exclusivo online que

tem dado muitos resultados na recuperação da saúde e da auto-estima:

“Nesses dias de quarentena recebemos centenas de mensagens de mulheres

que estavam se sentido mais ansiosas e depressivas devido ao ganho de

peso nesse período. Isso nos deixou muito preocupados e pensamos em uma

maneira de ajudar. Hoje, com o auxílio da tecnologia, podemos

acompanhar cada paciente em suas residências, mesmo que não possam vir

ao consultório."

 

A solução encontrada por Mugani envolve parâmetros customizados de

acordo com a complexidade e individualidade biológica de cada paciente:

"Como a questão da obesidade não se resolve apenas comendo menos ou

fazendo dieta, e sim tratando o problema como um todo, em nossos

tratamentos temos a participação de uma equipe multidisciplinar de

profissionais, com acompanhamento nutricional, acompanhamento

psicológico, transformando os pensamentos limitantes e sabotadores em

pensamentos vencedores.Nós prezamos em respeitar esse momento difícil

para a mulher. Então, escutamos, choramos juntas e comemoramos juntas,

pois cada mulher livre da ansiedade e livre da depressão é uma grande

vitória para nós. Nossas clientes tem emagrecido de 5 a 10kg em 4

semanas e os resultados têm sido muito satisfatórios para todos.”

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