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Minas Gerais começa

Minas Gerais começa vacinação “Dose zero” contra o sarampo

Maria das Graças Salvador

23/08/2019 06h00
Por: Redação
Secretário Municipal de Saúde, Iraci Neto, ao lado do prefeito Paulo Piau e da primeira dama Heloisa Piau, afirma que a medida do Ministério da Saúde é acertada e reforça que a população tem de ficar atenta com a vacinação de seus filhos
Secretário Municipal de Saúde, Iraci Neto, ao lado do prefeito Paulo Piau e da primeira dama Heloisa Piau, afirma que a medida do Ministério da Saúde é acertada e reforça que a população tem de ficar atenta com a vacinação de seus filhos

Começou ontem, em Minas Gerais, a imunização de bebês de 6 a 11 meses contra o sarampo. A “dose zero”, como está sendo chamada a vacina extra, será aplicada para evitar que o surto da doença chegue ao Estado. Até então, a proteção era disponibilizada somente para crianças a partir dos 12 meses.

A meta da Secretaria Estadual de Saúde (SES) é imunizar 130 mil bebês em Minas. Os pais e responsáveis pelos menores de um ano devem procurar qualquer posto de saúde, até as 17h, para imunizar os filhos. De acordo com a SES, o Estado tem no estoque quantidade suficiente para vacinar os bebês. Em Uberaba, segundo o secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, o município já está vacinando contra o sarampo as crianças de 6 meses a menores de 1 ano, conforme determinação do Ministério da Saúde, que ampliou a imunização a este público. Ele informa que os pais devem comparecer às salas de vacina portando o Cartão de Vacinação da criança para receber as doses.

“Acredito que foi uma medida acertada do Ministério da Saúde, porque abre espaço para um público que ainda não tinha acesso à vacina. Como já disse ao JORNAL DE UBERABA, estas doenças estão voltando e o Ministério, sentindo a desmobilização da sociedade está preocupado. Estas doenças que tinham sido erradicadas estão voltando sistematicamente e devemos ampliar o acesso para imunizar a todos”, explica Iraci Neto.

“As crianças com essas idades, entre 06 e 11 meses, são mais vulneráveis aos casos graves e óbitos causados pelo sarampo. Com base nisso, a medida se justifica, para que possamos ampliar a proteção a todos eles”, explicou a coordenadora Estadual do Programa de Imunizações, Josianne Dias Gusmão.

A coordenadora observa que a chamada “dose zero” não substitui as doses programadas pelo calendário nacional de vacinação da criança. “Além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade, ou seja, com 01 ano de idade para a primeira dose e depois aos 15 meses (01 ano e 03 meses) para a segunda, quando vão tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral com varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses”, diz. A vacina tríplice viral previne contra o sarampo e, também, contra rubéola e caxumba.

A antecipação da vacina em crianças menos é justificada, porque Minas Gerais já confirmou quatro casos de sarampo em 2019. Mas há o risco de a doença ter infectado mais pessoas. A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) já notificou 190 casos suspeitos em 73 municípios mineiros. Do total, 51 ainda estão sendo investigados. 

Vale destacar que o Ministério da Saúde divulgou novo boletim com os casos de sarampo nesta semana. O Brasil registrou nos últimos 90 dias, entre 19 de maio a 10 de agosto, 1.680 casos confirmados de sarampo em 11 estados: São Paulo (1.662), Rio de Janeiro (6), Pernambuco (4), Bahia (1), Paraná (1), Goiás (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1) e Piauí (1). O coeficiente de incidência da doença foi de 0,80 por 100.000 habitantes.

O Ministério da Saúde anunciou o envio de 1,6 milhão de doses a mais para os estados.

Vale lembrar que o sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. O sarampo não tem tratamento e pode ser mais grave em menores de 3 anos. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina. A doença, que é viral, pode ter complicação bacteriana causando pneumonia, encefalites e otite. E é tão contagiosa que pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. A transmissão acontece através de tosse, fala, espirros ou respiração próximo de outras pessoas. 

A SES reforça que a “dose zero” é para todas as crianças maiores de 6 meses e menores de 1 ano, a primeira dose para as que completarem 12 meses (1 ano) e a segunda dose aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida. Lembra que adulto deve se vacinar. Para as pessoas de 1 a 29 anos são necessárias duas doses (se a pessoa está nesta faixa etária e tomou apenas uma dose, deve receber a segunda). Para as que têm de 30 a 49 anos devem tomar uma dose e acima de 50 anos, a vacinação é desnecessária. A pessoa é considerada imune, pois já teve contato com a doença.

Caso a pessoas não tenha tomado nenhuma dose ou perdeu o cartão, a orientação é receber a dose da vacina. A imunização é contraindicada para grávidas.

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